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Polícia

Justiça não localiza pastor réu por estupro de vulnerável, apesar de atividade nas redes sociais

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 02:30
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Justiça não localiza pastor réu por estupro de vulnerável, apesar de atividade nas redes sociais
Fatos Rápidos da Notícia
  • Pastor Fabio Prado é réu por estupro de vulnerável contra sobrinha de dois anos desde 2019
  • Justiça suspendeu processo em 2022 por não conseguir localizar o réu para citação
  • Pastor continua ativo nas redes sociais publicando conteúdos religiosos
Resumo Editorial

O pastor Fabio Prado é réu por estupro de vulnerável contra a sobrinha, mas o processo está suspenso há anos porque a Justiça de São Paulo não conseguiu citá-lo. Enquanto isso, ele continua publicando conteúdos religiosos nas redes sociais e responde por outra acusação de furto.

Investigado por estupro de vulnerável contra a própria sobrinha, que tinha dois anos na época dos fatos, o pastor Fabio Prado segue sem ser localizado pela Justiça de São Paulo, embora mantenha atividade nas redes sociais onde prega o evangelho. O caso começou em 2013, quando a mãe da criança registrou boletim de ocorrência alegando que a filha se queixava de dores na região íntima. Na ocasião, o pastor morava na mesma residência que a menina, os pais dela e a avó paterna.

Em 22 de julho de 2019, Fabio Prado se tornou réu pelo crime. Antes disso, a mãe da vítima já havia obtido medida protetiva contra ele. A primeira tentativa de citação pessoal ocorreu em 23 de setembro do mesmo ano, sem sucesso. Após novos endereços apresentados pelo Ministério Público e tentativas esgotadas, a promotora Renata Hatori Nascimento requereu citação por edital, publicada em 11 de maio de 2021.

Como o réu não apresentou resposta, a 3ª Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher determinou, em 2022, a suspensão do processo e do prazo prescricional com base no artigo 366 do Código de Processo Penal. O caso permanece parado desde então. Enquanto isso, no TikTok, a última publicação do pastor foi feita em 8 de setembro deste ano, mostrando-o pregando em um culto evangélico.

Os perfis no Instagram e no Facebook estavam fechados no momento da reportagem, assim como a página religiosa mantida com a atual esposa e a conta da editora do casal. O Metrópoles tentou contato pelo WhatsApp vinculado ao Instagram, mas a conta havia sido excluída. A reportagem também ligou para o pastor, sem obter atendimento.

Além do processo criminal suspenso, em 2024 o pastor foi acusado de furtar parte da caixinha de Natal dos funcionários de um prédio residencial na Vila Olímpia, onde atuava como porteiro noturno. Segundo o boletim de ocorrência, ele teria subtraído cerca de R$ 5 mil destinados a seis empregados. Imagens de segurança mostram o pastor pegando o objeto e levando-o ao banheiro, onde permaneceu por cerca de uma hora em duas ocasiões diferentes.

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