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Descalço no treino expõe riscos biomecânicos sem benefícios claros segundo especialista

PorSilvana SousaVerificadoOrtografia IAPublicado Hoje às 07:19
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Descalço no treino expõe riscos biomecânicos sem benefícios claros segundo especialista
Fatos Rápidos da Notícia
  • O ortopedista e traumatologista Alexandre Alberi, da Sociedade Brasileira de Artroscopia e Traumatologia do Esporte, afirma que atividades de equilíbrio e propriocepção, como treinos descalços focados em pés e tornozelos, podem ser realizadas com contato direto entre os pés e o chão, desde que não envolvam impactos mecânicos intensos
  • O médico destaca que não há vantagem biomecânica geral que justifique a prática descalça, apontando riscos como lesões por sobrecarga mecânica, como tendinopatias do Aquiles, fraturas por estresse, edema ósseo e lesões articulares
  • O especialista recomenda o uso de tênis de plataforma rígida e estável para musculação, evitando calçados com excesso de amortecimento, e alerta que grupos vulneráveis — como pessoas com diabetes, neuropatias periféricas, osteoporose ou histórico de fraturas por estresse — devem passar por avaliação rigorosa antes de adotar o treino descalço
Resumo Editorial

Treinar descalço expõe a riscos biomecânicos sem evidência de benefícios claros, exigindo avaliação individualizada e uso de calçados adequados para atividades de alto impacto.

A prática de treinar descalço, que tem atraído atenção de influenciadores digitais e entusiastas do fitness, levanta questões técnicas sobre segurança biomecânica e riscos à saúde dos praticantes, especialmente em atividades de alto impacto como a musculação e o crossfit, apesar de o ortopedista Alexandre Alberi, da Sociedade Brasileira de Artroscopia e Traumatologia do Esporte, afirmar que o contato direto entre pés e chão é viável apenas em exercícios de equilíbrio e propriocepção sem impactos mecânicos intensos.

Contexto Técnico e Evidências Médicas sobre o Treino Descalço

O ortopedista Alexandre Alberi esclarece que atividades focadas no equilíbrio e na propriocepção, como exercícios específicos para pés e tornozelos, permitem o contato direto com o chão desde que isentas de impactos mecânicos agressivos, embora reconheça a ausência de vantagem biomecânica universal que justifique a abdicação do calçado.

O especialista alerta para a necessidade de avaliação individualizada, recomendando tênis de plataforma rígida para atividades de musculação e restringindo o treino descalço a grupos vulneráveis — como diabéticos, portadores de neuropatias periféricas ou osteoporose — que devem passar por exame clínico rigoroso antes de adotar a prática.

Ponto de Destaque

A prática descalça traz riscos significativos como tendinopatias do Aquiles, fraturas por estresse e edema ósseo, sem comprovação de benefícios biomecânicos superiores ao uso de calçados adequados

Repercussão Institucional e O rientações Médicas O ficiais

A Sociedade Brasileira de Artroscopia e Traumatologia do Esporte reforça que, embora o contato direto seja admitido em exercícios controlados, a ausência de proteção calçaria expõe os praticantes a lesões por sobrecarga mecânica, especialmente em atividades com carga axial elevada ou movimentos repentinos.

Profissionais da área recomendam a adoção de calçados com suporte estável e amortecimento moderado para musculação, evitando tênis com excesso de maciez que comprometem a estabilidade do tornozelo e aumentam a susceptibilidade a lesões articulares.

Atenção / Ponto Crítico
Pessoas com diabetes ou neuropatia periférica devem evitar o treino descalço sem supervisão médica especializada devido ao risco elevado de lesões não percebidas

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