Na madrugada de 29 de agosto, no setor de Samambaia (DF), o ex-companheiro João Alberto Mesquita da Silva, 44 anos, perpetrou feminicídio consumado contra a ex-parceira Jussiara Ferreira dos Santos, 42 anos, com auxílio da amiga Gisele Moreira da Silva, 42 anos, que o auxiliou ao segurar a vítima para que fosse esfaqueada; o crime, motivado por uma disputa de R$ 10 e ligação com tráfico de drogas, culminou na morte da vítima e na prisão preventiva do suspeito em 1º de setembro pela decisão do Núcleo Permanente de Audiência de Custódia.
Apuração e Antecedentes da Investigação
A Delegacia de Polícia 32ª (Samambaia Sul) concluiu o inquérito que apura o homicídio qualificado e as circunstâncias que envolveram Gisele Moreira da Silva, acusada de participar ativamente do crime ao manter a vítima imobilizada durante o ataque com faca; testemunhas ouvidas confirmaram que os dois suspeitos buscavam o dinheiro que Jussiara ostentava com a intenção de financiamento para o consumo de substâncias entorpecentes, após recusa inicial da vítima em entregar os R$ 10 previstos para a compra de lanche.
O caso se insere em cenário de violência doméstica agravada, já que Jussiara possuía medida protetiva contra João Alberto desde 2019, revogada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) após alegação de insuficiência probatória para continuidade da ação penal, o que gerou lacuna institucional no acompanhamento das ameaças proferidas pelo agressor.
João Alberto Mesquita da Silva foi preso preventivamente por feminicídio consumado e ameaça, com apreensão de quatro facas e equipamentos em sua residência na tarde do dia 1º de setembro.
Repercussão Legal e Desdobramentos do Caso
A Justiça do Distrito Federal acionou o Núcleo Permanente de Audiência de Custódia para converter a prisão em flagrante em preventiva, medida que reforça a urgência da investigação e assegura a permanência do réu em cárcere antes do julgamento definitivo, enquanto Gisele Moreira da Silva permanece foragida e é alvo de busca ativa pelas autoridades policiais.
As investigações seguem com foco na participação efetiva da acusada e na análise dos registros anteriores do suspeito, que já possuía histórico de ameaça e lesão corporal, indicativos de conduta violenta reiterada e potencial risco de reincidência.



