A taxa do Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2028 registrou queda de 7 pontos-base, encerrando a sessão em 13,745%, conforme dados consolidados pelo mercado financeiro após divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre, enquanto o ministro Alexandre de Moraes, alvo de investigações conduzidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), viu seu entorno marcado por mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro que sugerem supostos pedidos de auxílio e revisão prévia de contrato com o escritório da esposa Viviane Barci.
Contextos Macroeconômicos e Desdobramentos das Apurações Judiciais
A taxa do DI para janeiro de 2028 encerrou a terça-feira em 13,745%, marcando decréscimo de 7 pontos-base em relação ao ajuste de 13,815% da sessão anterior, após a divulgação do PIB que cresceu 0,5% no segundo trimestre, desacelerando da expansão de 1,1% registrada no trimestre anterior. O recuo das taxas futuras ocorreu em sintonia com a retração de 0,4% no consumo das famílias no mesmo período, primeira queda em três trimestres consecutivos, reforçando a percepção de moderização nas condições econômicas e abrindo margem para novos cortes da taxa Selic, atualmente fixada em 14,00% ao ano.
As mensagens extraídas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, investigado por suposto envolvimento em atos contrários à independência judicial, indicam supostos pedidos de ajuda e intenção de revisão prévia de contrato com o escritório da advogada Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes. O STF mantém sigilo sobre os detalhes das apurações em curso, mas o caso gerou tensão institucional ao envolver diretamente um membro do Poder Judiciário em negociações com interesses empresariais.
A taxa do DI para janeiro de 2028 fechou em 13,745%, registrando a menor cotação desde o início da semana após decréscimo de 7 pontos-base em decorrência da desaceleração do PIB e tensões institucionais.
Repercussões Institucionais e Cenários Futuramente Definidos
O ministro Alexandre de Moraes classificou como 'inexistente qualquer impedimento' para que seu escritório jurídico assinasse contrato com o Banco Master, por meio de nota divulgada por seu escritório na terça-feira, reforçando que as conversas referidas às mensagens extraídas pela Polícia Federal não configuram irregularidade. A Justiça Federal continua apurando os fatos sob sigilo processual.
Especialistas apontam que a combinação entre a volatilidade das taxas futuras e o cenário político-electoral pode intensificar a cautela do Banco Central na condução da política monetária nos próximos meses.



