O relatório do Morgan Stanley divulgado na última segunda‑feira indica que Nvidia e Broadcom permanecem relativamente resguardadas contra o agravamento da crise energética nas centrais de processamento de dados dos Estados Unidos, embora o déficit de energia projetado para os data centers atinja 34 % da demanda total até 2028, equivalendo a 32 GW.
Diagnóstico do Setor de Energia e Infraestrutura Digital
O estudo aponta que a expansão acelerada dos data centers, impulsionada pelo boom da inteligência artificial, tem sobrecarregado a capacidade de geração elétrica nos EUA, gerando um déficit líquido estimado em 32 GW até 2028, o que representa 34 % da demanda total de energia para esses centros.
As projeções revelam que atrasos na implantação de infraestrutura física – como expansão geográfica, alocação de chips e coordenação com fornecedores de energia – podem comprometer entregas de componentes críticos, sobretudo memória, óptica, gerenciamento de energia e processadores analógicos, colocando em risco os cronogramas de Nvidia e Broadcom para 2027.
O déficit líquido de energia nas centrais de dados dos EUA chega a 32 GW até 2028, representando 34% da demanda total.
Repercussões Técnicas e Estratégicas
O Morgan Stanley ressalta que a visibilidade das empresas em relação à alocação de chips, à expansão geográfica e à integração entre centros de dados e cadeias de suprimento mitiga os riscos imediatos às previsões financeiras de Nvidia e Broadcom para 2027.
Por outro lado, Goldman Sachs indica que o impacto imediato sobre a expansão dos data centers nos EUA permanece limitado devido à resistência política, mas reconhece que gargalos na mão‑de‑obra e na disponibilidade de energia podem gerar atrasos que afetam fabricantes de memória, componentes ópticos e outros processadores secundários.



