Em meio a um intenso impasse institucional entre o Supremo Tribunal Federal (STF) e a Polícia Federal, o advogado Marco Aurélio de Carvalho, reconhecido como um dos principais aliados de primeira hora do presidente Lula, declarou que ainda não manteve contato direto com o petista sobre a possibilidade de convocação do Conselho da República como estratégia para conter a crise em curso.
Contexto Institucional e Antecedentes da Crise
A apuração revelou que, embora tenha sugerido publicamente a convocação do Conselho da República — órgão previsto na Constituição de 1988 e regulamentado pela Lei 8.041/1990, composto por 15 membros e presidido pelo chefe do Palácio do Planalto —, Marco Aurélio de Carvalho enfatizou que tais proposições ainda não foram submetidas à discussão direta com Lula, mantendo postura técnica e isenta de imposição política.
O s últimos seis anos marcaram uma repetição de episódios em que autoridades ministeriais, como Mendonça, viram colegas ou aliados afastados da Polícia Federal por decisões monocráticas do ministro Alexandre de Moraes, evidenciando um padrão de tensão entre o Poder Judiciário e as instituições de segurança pública que permeia o atual impasse.
Marco Aurélio de Carvalho afirmou que ainda não conversou com Lula sobre a convocação do Conselho da República como resposta à crise entre STF e PF.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Jurídicos
A Advocacia-Geral da União (AGU) confirmou sua decisão de interpor recurso ao STF contra a decisão monocrática de Alexandre de Moraes que afastou o diretor da PF, argumentando que a medida viola competência constitucional e due process, consolidando um novo capítulo na disputa entre os Poderes.
Especialistas em direito constitucional apontam que a ausência de diálogo direto entre Carvalho e Lula não impede que o presidente, como chefe máximo do Conselho da República, adote posicionamento técnico-jurídico para enfrentar a crise, embora tal movimento dependa de avaliação institucional e não de sugestões externas.



