A intervenção no banco digital Ueno e o congelamento de suas contas geraram pânico entre clientes nesta quarta-feira (4), resultando em falhas nos aplicativos de diversas instituições bancárias e longas filas em agências para saque de dinheiro. A entidade atende aproximadamente três milhões de clientes e administra cerca de US$ 850 milhões em fundos públicos no Paraguai, em uma população de cerca de 6,1 milhões de pessoas.
Diante da crise, o presidente Santiago Peña pediu a renúncia do presidente do Banco Central, Carlos Carvallo, e promulgou uma lei que garante até quarenta salários mínimos mensais às pessoas afetadas pelo congelamento, com pagamento em até cinco dias úteis. O Banco Central afirmou que o sistema financeiro mantém níveis adequados de solvência e liquidez e negou outras intervenções, enquanto o Ministério Público imputou 27 pessoas por supostas irregularidades financeiras no banco.
Trinta e cinco deputados opositores apresentaram um pedido formal de impeachment contra Peña e seu vice, alegando conflito de interesses, cooptação do Estado, manipulação regulatória, desvio de fundos de aposentadorias, superação de limites de crédito para o Ueno, acobertamento institucional pelo Banco Central, indícios de enriquecimento ilícito e risco sistêmico à confiança no sistema financeiro nacional.



