O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manifestou insatisfação com o adiamento da votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a jornada de trabalho 6×1 no Senado, apesar de ter sido aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa nesta semana, com a expectativa de que o plenário trate do tema após o primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro.
Contexto Institucional e Antecedentes da PEC 6×1
A Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal, responsável pela análise constitucional da PEC que visa suprimir a escala 6×1, emitiu parecer favorável à tramitação da proposta, mas a votação definitiva foi postergada por decisão do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), sob a alegação de priorizar pautas relacionadas ao calendário eleitoral.
O adiamento ocorreu em meio à estratégia política de alinhamento com os compromissos do presidente Lula, que vê na redução da jornada de trabalho um marco de reivindicação sindical e programa de governo, enquanto o Senado mantém postura técnica sobre a necessidade de análise aprofundada pós-eleitoral.
O presidente Lula destacou que, apesar do atraso na votação da PEC 6×1, outras medidas prioritárias foram aprovadas pelo Congresso nesta semana.
Repercussão Política e Cenário Legislativo Pós-Eleitoral
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, reforçou que a PEC será levada ao plenário apenas após o término do primeiro turno das eleições, sinalizando disposição de aguardar o desenrolar do pleito para evitar politização excessiva do processo legislativo.
Com a proximidade do pleito eleitoral, a expectativa é que o presidente Alcolumbre cumpra o compromisso público de submeter a proposta à votação no segundo turno, previsto para dezembro, sob risco de desgaste político caso contrário.



