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Preocupado com o resultado das eleições? Saiba como lidar com as emoções da reta final da disputa

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Ontem às 23:47
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Preocupado com o resultado das eleições? Saiba como lidar com as emoções da reta final da disputa
Fatos Rápidos da Notícia
  • Após debate entre Lula e Flávio Bolsonaro na Globo, especialista explica ao Estado do Pará Online por que a polarização intensifica conflitos e orienta como limitar o uso das redes sociais e preservar a saúde mental antes da votação
  • A dois dias do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25), o clima de disputa política chega a mais um momento decisivo. O debate entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), exibido pela TV Globo nesta sexta-feira (23), encerra a sequência de confrontos televisionados antes da votação e ocorre em meio à circulação intensa de notícias, especulações e discussões nas redes sociais. Para parte dos eleitores, acompanhar cada atualização pode se transformar em uma fonte de ansiedade, irritação e desgaste, ou seja: um verdadeiro teste para cardíaco!
Resumo Editorial

Após debate entre Lula e Flávio Bolsonaro na Globo, especialista explica ao Estado do Pará Online por que a polarização intensifica conflitos e orienta como limitar o uso das redes sociais e preservar a saúde mental antes da votação

Após debate entre Lula e Flávio Bolsonaro na Globo, especialista explica ao Estado do Pará Online por que a polarização intensifica conflitos e orienta como limitar o uso das redes sociais e preservar a saúde mental antes da votação

A dois dias do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25), o clima de disputa política chega a mais um momento decisivo. O debate entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), exibido pela TV Globo nesta sexta-feira (23), encerra a sequência de confrontos televisionados antes da votação e ocorre em meio à circulação intensa de notícias, especulações e discussões nas redes sociais. Para parte dos eleitores, acompanhar cada atualização pode se transformar em uma fonte de ansiedade, irritação e desgaste, ou seja: um verdadeiro teste para cardíaco!

Nos últimos dias, episódios de confronto envolvendo apoiadores políticos também ganharam destaque no Pará. Em Moju, um policial civil que declara intenção de votar em Flávio Bolsonaro foi filmado agredindo adolescentes em um parque de diversões, enquanto estava armado.

Em Belém, na noite de quinta-feira (22), um casal que estava em uma motocicleta foi hostilizado e agredido por participantes de uma manifestação de apoiadores de Flávio Bolsonaro na avenida Augusto Montenegro.

Um dia antes, na quarta-feira (21), eleitores de Lula e Flávio Bolsonaro entraram em confronto no bairro do Telégrafo, em Belém. A confusão ocorreu durante uma caminhada política e envolveu discussões, agressões e arremesso de pedras e objetos.

Diante desse cenário, o Estado do Pará Online (EPOL) conversou com a psicóloga Samara Oliveira Lima. Em entrevista conduzida pela editora-chefe Tereza Coelho, a especialista explica por que as divergências políticas podem ser levadas para o campo pessoal e apresenta orientações para atravessar os últimos dias de campanha com mais equilíbrio, sem deixar de se informar ou participar do debate público.

A polarização pode fazer com que a escolha de um candidato deixe de ser vista apenas como uma preferência individual e passe a integrar a identidade de uma pessoa. Segundo Samara, quando alguém se identifica fortemente com um grupo político, críticas ao candidato escolhido podem ser interpretadas como ataques aos próprios valores e à sua integridade. Essa percepção ajuda a explicar por que algumas discussões ultrapassam o campo das ideias e terminam em ofensas ou agressões.

A psicóloga ressalta, porém, que as reações variam de pessoa para pessoa. A identificação com um grupo pode fortalecer o sentimento de pertencimento, mas não torna inevitável uma resposta violenta diante de opiniões contrárias.

“Quando a pessoa fala algo do candidato daquela pessoa, ela toma aquilo como um ataque para ela, um ataque pessoal”, explica Samara.

Em uma campanha marcada pela presença constante de conteúdos políticos nas redes sociais, afastar-se completamente das notícias pode parecer difícil. A recomendação da psicóloga é estabelecer uma rotina de consumo de informações, em vez de acompanhar publicações e notificações continuamente ao longo do dia.

Uma alternativa é definir horários específicos para acessar as redes, limitar o tempo de permanência e priorizar veículos, plataformas e perfis que publiquem informações verificáveis. Quando surgir uma notícia que desperte preocupação ou indignação, vale conferir a origem e procurar outras fontes confiáveis antes de acreditar ou compartilhar o conteúdo.

“Procure sites, plataformas e perfis que realmente falem coisas mais sérias, que sejam verídicas principalmente”, orienta.

O excesso de estímulos e as narrativas que exploram o medo podem manter o eleitor em estado constante de alerta, aumentando o estresse e a ansiedade. Para reduzir esse efeito, Samara recomenda estabelecer limites tanto para o tempo dedicado às redes sociais quanto para a participação em discussões e atividades de campanha.

Silenciar grupos de mensagens que enviam conteúdos políticos a todo momento também pode ajudar a diminuir a pressão das notificações. A especialista destaca ainda a importância de reconhecer quando uma conversa deixou de ser produtiva. Se o debate estiver se tornando hostil ou não houver possibilidade de diálogo, interromper a discussão pode evitar conflitos desnecessários.

“É muito importante a gente saber os nossos limites e termos cuidado com a nossa saúde mental”, afirma a psicóloga.

Além de controlar a exposição às notícias, reservar momentos para atividades que não estejam relacionadas à eleição pode ajudar a aliviar o desgaste. Samara sugere conversar sobre outros assuntos, assistir a um filme, ouvir música, praticar meditação e recorrer a exercícios de respiração quando a ansiedade aumentar.

Uma das técnicas citadas pela psicóloga consiste em inspirar lentamente pelo nariz, contando até cinco, segurar o ar pelo mesmo período e soltá-lo devagar. A prática pode ser repetida de acordo com o conforto de cada pessoa, sem forçar a respiração.

Outro ponto é lembrar que o resultado eleitoral não está sob controle individual. Para Samara, aprender a lidar tanto com a vitória quanto com a derrota é parte importante desse processo. Comemorar a escolha vencedora não precisa significar humilhar quem votou no adversário, assim como a frustração com o resultado não precisa comprometer relações pessoais.

“A gente também tem que saber lidar com a vitória. […] As pessoas precisam saber dominar os seus sentimentos e as suas emoções, seja na vitória ou na derrota”, conclui.

A eleição termina, mas a convivência continua. Nos últimos dias de campanha, informar-se com responsabilidade, reconhecer os próprios limites e respeitar as diferenças são formas de participar da vida política sem transformar a disputa em um desgaste permanente.

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