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Ciência

Cientistas convertem bagaço de vinho em biofertilizante para cultivar calêndula comestível

PorIsabella FrançaVerificadoOrtografia IAPublicado Hoje às 18:12
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Cientistas convertem bagaço de vinho em biofertilizante para cultivar calêndula comestível
Fatos Rápidos da Notícia
  • Pesquisadores da Unicamp e da UFPR transformaram o bagaço da uva em biofertilizante e demonstraram que ele favorece o cultivo da Calendula officinalis L. em condições adequadas de irrigação e concentração entre 20% e 30%
  • O bagaço da uva corresponde a 20% a 25% da massa da uva processada, com produção global estimada entre 9 e 13 milhões de toneladas por ano
  • O estudo, publicado na revista científica ACS Omega, avaliou o impacto do digestato nas estações do verão e inverno de 2023, com aplicações de zero a 30% de biofertilizante combinadas a diferentes níveis de irrigação
Resumo Editorial

O bagaço da uva, gerador de 9 a 13 milhões de toneladas anuais de resíduo global, elevou em mais de 250% os níveis de betacaroteno em calêndulas comestíveis mediante digestato entre 20% e 30%.

Pesquisadores da Unicamp e da UFPR demonstraram, por meio de estudo publicado na revista científica ACS O mega, que o bagaço da uva, resíduo da indústria vinícola equivalente a 20% a 25% da massa da uva processada, pode ser convertido em biofertilizante com capacidade de elevar significativamente o rendimento e a composição nutricional da Calendula officinalis L., espécie comestível valorizada pelas indústrias alimentícia e cosmética.

Contexto Institucional e Científico do Reaproveitamento Agrícola

A investigação, desenvolvida ao longo de 2023 em condições controladas de estufa, avaliou a aplicação de digestato — material obtido mediante digestão anaeróbia do bagaço da uva — em diferentes concentrações (zero, 10%, 20% e 30%) associadas a variados níveis de irrigação, sob os aspectos do crescimento vegetativo e da composição bioquímica das flores.

O estudo, que analisou amostras colhidas em ambas as estações climáticas do ano — verão e inverno —, constatou que doses entre 20% e 30%, quando combinadas com manejo hídrico adequado, otimizaram o desenvolvimento vegetal e potencializaram a concentração de carotenoides, proteínas, açúcares solúveis e compostos fenólicos, sem comprometer a biomassa ou o número de flores, evidenciando o potencial do resíduo como insumo de alto valor agregado na agricultura de precisão.

Ponto de Destaque

O bagaço da uva, gerador de 9 a 13 milhões de toneladas anuais de resíduo global, mostrou potencial para elevar em mais de 250% os níveis de betacaroteno em calêndulas cultivadas com digestato entre 20% e 30%.

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