Em junho de 2026, o endividamento das famílias brasileiras atingiu 49,8% do PIB, com o índice de renda comprometida subindo para 28,9%, sinalizando uma crise de sustentabilidade financeira que ameaça a estabilidade do sistema creditício.
Contexto Institucional e Diagnóstico do Enquadramento Financeiro
A Comissão de Estabilidade Financeira (Comef) formalizou o alerta na última reunião do Comitê, destacando que a concentração de modalidades de crédito caras — como o cartão de crédito rotativo e o empréstimo pessoal sem garantia — tem ampliado a vulnerabilidade das famílias diante da escalada dos juros.
Segundo o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, as medidas em estudo visam coibir práticas de concessão agressiva e fortalecer a resiliência do sistema financeiro, ao exigir maior capital próprio dos bancos para linhas de crédito de maior risco e ampliar a transparência contratual.
O endividamento familiar chega a 49,8% do PIB, com 28,9% da renda das famílias comprometida ao pagamento de dívidas.
Repercussão Jurídica e Estratégias de Mitigação
A autoridade monetária pretende elevar o Fator de Ponderação de Risco (FPR) para créditos de alta inadimplência, aumentando a exigência de capital próprio nas instituições bancárias tradicionais e fintechs, com foco em frear a expansão desenfreada de crédito caro.
O diretor de fiscalização do BC, Ailton de Aquino, reforça que as próximas medidas serão direcionadas às linhas mais onerosas, como o cartão rotativo e o crédito sem garantia, buscando equilibrar o mercado e preservar a confiança dos consumidores.



