O influenciador e jornalista Mateus Fernandes, de 26 anos, denunciou na última segunda-feira (12) a recepção de oito ameaças de morte e discursos de cunho racista e nazista nas redes sociais após declarar apoio ao presidente Lula na pré-campanha eleitoral de 2026, fato que motivou o encaminhamento da apuração às instâncias policiais e ao Ministério Público de São Paulo para preservação das provas digitais e identificação dos autores.
Contexto Institucional e Histórico da Denúncia
A denúncia formal, registrada na Delegacia Digital de Crimes Cibernéticos, reúne 13 capturas de tela que indicam possível coordenação nas ameaças, incluindo referências explícitas à Ku Klux Klan e à exaltação de comandantes nazistas, conforme relatado pelo próprio Mateus em entrevista à; o advogado Thiago Farias protocolou representação ao MPSP com pedido urgente de preservação das evidências digitais e encaminhamento à DECRADI, órgão especializado em crimes de intolerância racial e religiosa.
O caso se insere no histórico de agressões sofridas pelo criador de conteúdo nas eleições de 2018, quando também recebeu ataques xenofóbicos durante a campanha de Jair Bolsonaro, embora a intensidade e a organização das ameaças atuais representem agravamento significativo em razão da exposição pública do endereço residencial em 7 de outubro, data em que o local foi divulgado em comentário no Facebook, obrigando-o a mudar de domicílio para garantir segurança.
Foram registradas oito ameaças de morte com indícios de organização coordenada por perfis que glorificavam ideologias supremacistas brancas e nazistas, colocando em risco a vida do influenciador e jornalista.
Repercussão Jurídica e Próximos Desdobramentos
O Ministério Público de São Paulo confirmou estar analisando a representação junto à promotoria de Justiça dos Direitos Humanos da Capital, com ênfase na necessidade de preservação das provas digitais antes que desapareçam, enquanto a Meta ainda não concedeu resposta formal às solicitações da defesa para remoção dos conteúdos ameaçadores nem forneceu dados identificadores dos perfis suspeitos.
Diante da gravidade dos fatos e da recorrência histórica das ameaças durante períodos eleitorais, as autoridades estão mobilizando mecanismos legais para apurar responsabilidades civis e criminais, com possibilidade de aplicação de medidas protetivas urgentes ao denunciante e abertura de inquérito que pode culminar em processo penal por crimes como incitação ao ódio racial, apologia ao nazismo e ameaça qualificado.
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