O candidato Fernando Haddad (PT) criticou duramente a gestão financeira do Estado de São Paulo, afirmando que o governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) perdeu capacidade de investimento e transformou o superávit em déficit, com o caixa livre do Tesouro estadual caindo de R$ 22 bilhões para R$ 5 bilhões nos três primeiros anos de mandato.
Contexto Institucional e Diagnóstico Financeiro da Gestão Atual
O petista utilizou dados oficiais da Secretaria da Fazenda para evidenciar a deterioração das contas paulistas, destacando que o investimento acumulado nos primeiros três anos caiu de R$ 76 bilhões para R$ 74 bilhões, enquanto o superávit líquido se converteu em déficit corrente, sinalizando perda de sustentabilidade fiscal.
Essa avaliação se insere no quadro mais amplo de crise orçamentária vivida pelo Estado, marcada pela redução drástica dos recursos disponíveis para políticas públicas e pela ampliação de contratos de terceirização e concessão que, segundo Haddad, absorvem recursos sem retorno social proporcional.
O caixa livre do Tesouro estadual caiu de R$ 22 bilhões para apenas R$ 5 bilhões, evidenciando a crítica de Haddad sobre a gestão fiscal do governo paulista.
Repercussão Política e Desafios na Revisão de Contratos
A proposta de Haddad prevê uma revisão minuciosa dos contratos estaduais, com foco em terceirizações e concessões, visando reduzir despesas excessivas sem afetar áreas essenciais como educação e saúde, conforme defendido em entrevista recente.
O petista reforçou que a ação não implicará cortes em serviços críticos, mas sim a eliminação de gastos considerados desnecessários, retomando estratégias adotadas durante sua gestão à frente da prefeitura de São Paulo.



