Na madrugada de segunda‑feira, a Justiça decretou prisão preventiva da jovem que, identificada como namorada e grávida de dois meses do soldado Pedro Gabriel Bezzera, confessou ter auxiliado o militar a fugir do quartel do Exército em Recife, onde ele desapareceu com um fuzil calibre 7,62 mm e 20 munições; o soldado foi capturado na manhã de quarta‑feira (21/10), após 4 dias foragido.
Contexto Institucional e Histórico da Ação
A apuração, conduzida pelo Ministério Público Militar e pela Polícia de Segurança Pública, revelou que a fuga ocorreu no âmbito do 7º Depósito de Suprimento, localizado no bairro do Cabanga, zona central do Recife; o militar evadiu‑se durante o serviço de sentinela, violando o Regimento Interno do Exército e a Lei O rgânica das Forças Armadas. Testemunhas e laudos periciais confirmam a ausência do fuzil e das munições no local de prisão de Pedro, que se encontrava detido no 4º Batalhão de Polícia do Exército, na Rodovia Luiz Gonzaga, 1023, sendo a localização dos armamentos ainda desconhecida.
Antecedentes indicam que a denúncia surgiu após a namorada ser detida em 19/10, ao se entregar ao batalhão militar e confessar seu envolvimento na fuga; o advogado Jario Santos, representante da família, destacou a precariedade das informações iniciais, mas confirmou a identidade da jovem após o depoimento do próprio soldado à defesa.
O fuzil calibre 7,62 mm e as 20 munições ainda não foram localizados.
Repercussão Jurídica e Estratégias Futuras
A decisão de prisão preventiva foi motivada pela suspeita de participação direta no crime de fuga e na ocultação de armamento, configurando potencialmente os artigos 312 (subtração ou roubo de arma) e 314 (ajuda à fuga) do Código Penal Militar; o juiz responsável acentuou a gravidade da conduta diante da periculosidade real que o fuzil ainda representa à segurança pública.
As partes envolvidas adotaram posicionamentos contraditórios: enquanto o Comando Militar do Nordeste (CMNE) afirmou que o militar está fisicamente bem, porém psicologicamente abalado, a Defesa alegou desconhecimento da identidade da jovem até o momento da prisão; nos próximos dias, a Justiça deve consolidar o processo criminal e aguardar a localização dos armamentos para definir as medidas cautelares definitivas.



