A Polícia Federal identificou que a lobista Roberta Luchsinger movimentou R$ 300 mil em espécie no ano de 2025 por meio de transações em pacotes lacrados, com apurações baseadas em mensagens obtidas a partir de seu celular apreendido, revelando possíveis vínculos com o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), e uma agência de turismo utilizada para fins de emissão de bilhetes aéreos.
Apurações da Polícia Federal e Contextualização das Transações Financeiras
A investigação da Polícia Federal, conduzida sob sigilo, constatou que Roberta Luchsinger recebeu de um operador financeiro e motorista da empresa, identificado apenas como 'motorista de Roberta', dois lotes de dinheiro vivo — R$ 100 mil e R$ 200 mil — totalizando R$ 300 mil, conforme diálogos interceptados no celular dela, apreendido em operação forense realizada em fevereiro de 2025; os valores foram transferidos em pacotes lacrados, método adotado para dificultar a rastreabilidade financeira, e as mensagens indicam que parte significativa do recurso seria destinada à agência de turismo vinculada ao próprio Lulinha.
Conforme o laudo pericial da PF, ao menos R$ 50 mil do total arrecadado teriam sido utilizados para a aquisição de passagens aéreas em nome de Roberta Luchsinger e Fábio Luís Lula da Silva, com comprovação indireta por meio de registros bancários e comunicações que apontam repasses diretos ao filho do presidente, o qual reside atualmente na capital espanhola Madrid, segundo informações divulgadas pela defesa.
Roberta Luchsinger movimentou R$ 300 mil em dinheiro vivo em 2025 por intermédio de pacotes lacrados, com indícios claros de repasses para o filho do presidente.
Confrontos Jurídicos e Estratégias de Defesa
O advogado de Lulinha, Marco Aurélio de Carvalho, nega categoricamente qualquer irregularidade no caso, afirmando que nenhum pagamento foi realizado pela lobista Roberta Luchsinger para o filho do presidente nem para terceiros, e classifica as informações como 'vazamentos criminosos' planejados com objetivo de desestabilizar o cenário político rumo às eleições de 2026; segundo ele, o processo deve ser anulado por violar princípios constitucionais e procedimentos irregulares semelhantes aos observados durante a O peração Lava Jato.



