Durante o clássico entre São Paulo e Santos, disputado na noite de sexta-feira (2) no Estádio do Morumbi, painéis de LED exibiram mensagens contrárias à Medida Provisória nº 1.394/2026, que proíbe as apostas de quota fixa no Brasil, enquanto clubes ameaçam paralisar o Brasileirão em protesto contra a norma.
Contexto da Medida Provisória e Reação do Setor de Apostas
A Medida Provisória nº 1.394/2026, publicada em 25 de setembro pelo Ministério da Fazenda, estabelece a interdição total da exploração, oferta, intermediação e publicidade de apostas esportivas de quota fixa no território nacional, com prazo definido para a desativação progressiva dos serviços.
As manifestações ocorridas durante o clássico esportivo refletem o engajamento ativo do setor em resistir à norma, com entidades do segmento defendendo que a proibição não erradica o mercado e pode fomentar atividades ilícitas.
A proibição das apostas de quota fixa no Brasil entra em vigor com prazo de desativação em 6 de outubro, afetando diretamente o faturamento de plataformas digitais que movimentaram mais de R$ 15 bilhões em 2025
Repercussão Institucional e Desafios O peracionais
Autoridades regulatórias mantêm postura firme, afirmando que a medida visa proteger a integridade dos jogos e prevenir fraudes, enquanto representantes de clubes pressionam pelo adiamento da implementação para evitar prejuízos operacionais e financeiros ao campeonato.
Especialistas apontam que a transição exigirá adequação tecnológica e logística complexa, com risco de desfiliação de patrocinadores e perda de receita tributária estimada em R$ 4,2 bilhões anuais.



