O deputado federal Pedro Rousseff (PT-MG) protocolou ao Ministério Público Federal (MPF) pedido de investigação contra o colega de plenário Nikolas Ferreira (PL-MG), após o parlamentar divulgar, em 12 de outubro, Dia das Crianças, vídeo no qual menores de 18 anos são utilizados em edição manipulada para difamar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), configurando potencial infração penal e violação à ética política.
Apeturação da Investigação e Contexto do Vídeo Polêmico
A apuração jornalística confirmou que o vídeo em questão foi veiculado nas redes sociais do deputado Nikolas Ferreira, que interrompeu a fala própria para afirmar: "Hoje o dia é delas", seguido de crianças repetindo trechos editados como "Minha avó tinha me prometido me dar uma bicicleta, mas infelizmente não vai mais. Porque roubaram o dinheiro da vovó.", "Eu ouvi dizer que foi o Lula.", "Lula? Não, foi o Lulinha."; as crianças não falavam espontaneamente, mas seguiam roteiro pré-definido por Ferreira, conforme constatação do MPF e análise de especialistas em direitos da criança.
Antecedentes revelam que o uso de menores em campanhas eleitorais caracteriza crime contra os direitos da criança e a dignidade humana, previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), sendo a edição manipulativa e a utilização para fins partidários agravantes juridicamente, embora a denúncia formal só tenha sido aberta após acionamento de Duda Salabert (PSol-MG) junto ao MP de Minas Gerais.
O deputado Nikolas Ferreira utilizou crianças como peças de propaganda política para atacar Lula em vídeo veiculado no Dia das Crianças, gerando forte repercussão institucional e jurídica.
Repercussão Legal e Desdobramentos da Apuração
A Procuradoria-Geral da República e o MP de Minas Gerais acionaram diligências para apurar a responsabilidade criminal do parlamentar, enquanto Duda Salabert reforçou que 'não é admissível que um eleito use menores como instrumentos de difamação', destacando a gravidade ética e legal do fato.
No plano de governo divulgado por Flávio Bolsonaro, preveem-se cortes de R$ 250 bilhões em saúde e educação, contexto que intensifica o debate sobre prioridades sociais frente ao uso simbólico de crianças em campanhas eleitorais.



