Diante de um déficit habitacional que supera 100 mil domicílios no Distrito Federal, os 11 candidatos ao governo do Distrito Federal apresentam propostas estruturadas para ampliar o acesso à moradia, com metas que variam de 6 mil a 30 mil unidades habitacionais ao longo de quatro anos, integrando medidas de construção, regularização fundiária e utilização de imóveis ociosos para enfrentar a crise.
Diagnóstico Habitacional e Estrutura Proposta dos Candidatos
A análise do cenário habitacional revela que, segundo dados da Secretaria de Desenvolvimento Urbano do Distrito Federal, o déficit supera 100 mil domicílios, concentrando-se principalmente em regiões periféricas como Sol Nascente, Estrutural e Vila São José, onde a precarização do acesso à moradia persiste há décadas; os candidatos ao governo distrital consolidam propostas que variam desde a construção de novas unidades habitacionais até ações de regularização fundiária e repurposing de imóveis públicos e privados ociosos.
Além das metas individuais propostas por Elisson Ferreira (Agir), que visa atender 20 mil famílias com 6 mil novas unidades habitacionais, 8 mil escrituras regularizadas e reformas em 6 mil moradias, Expedito Mendonça (PCO) defende a expropriação de imóveis vazios sem indenização para garantir habitação imediata a famílias desempregadas, enquanto Leandro Grass (PT) estabelece meta anual de 10 mil unidades, totalizando entre 20 mil e 30 mil moradias durante o mandato por meio dos programas Minha Casa, Minha Vida e Codhab.
O déficit habitacional no Distrito Federal ultrapassa 100 mil domicílios, exigindo soluções abrangentes para garantir moradia digna à população vulnerável em menos de quatro anos.
Repercussão Legal e Perspectivas de Implementação
As propostas geraram debates jurídicos sobre a constitucionalidade da expropriação sem indenização defendida por Expedito Mendonça (PCO), com especialistas apontando risco de conflito com o artigo 5º da Constituição Federal, enquanto Elisson Ferreira (Agir) enfatiza que seus programas 'Entrada que Cabe' e 'Locação Segura DF' serão estruturados com subsídios públicos e parcerias com instituições financeiras para evitar sobrecarga orçamentária.
O s próximos passos incluem a aprovação legislativa das medidas por parte da Câmara Legislativa do Distrito Federal, com prazos críticos para viabilização técnica dos projetos até 2026, dependendo da viabilidade orçamentária e da alocação adequada dos recursos provenientes de royalties do petróleo e empresas estatais.



