Caso envolve denúncias contra Paysandu e Quadricolor, além do dirigente do time catarinense; episódios ocorreram na última rodada do quadrangular da Série C 2026
O Brusque solicitou a retirada de pauta do julgamento no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) que analisaria as ocorrências registradas na partida contra o Paysandu, pela última rodada do quadrangular da Série C do Campeonato Brasileiro. A informação foi obtida pela reportagem do EPOL através de uma fonte do STJD. Com o pedido, o caso foi adiado para a próxima sessão da 5ª Comissão Disciplinar, que ainda não tem data definida, mas deve ocorrer na próxima semana.
O julgamento estava previsto para quinta-feira (22), durante sessão itinerante do tribunal em Manaus, no Amazonas. O processo reúne quatro denúncias relacionadas aos acontecimentos que marcaram o confronto entre as equipes, disputado em 10 de outubro, em Santa Catarina.
A partida foi interrompida aos 47 minutos do primeiro tempo, quando o Paysandu vencia por 1 a 0. O árbitro Wilton Pereira Sampaio paralisou o confronto após problemas estruturais na arquibancada destinada à torcida bicolor, que colocaram em risco torcedores e um cinegrafista que trabalhava no local.
Após cerca de duas horas de paralisação e uma vistoria do Corpo de Bombeiros, ficou definido que o jogo seria retomado no dia seguinte, 11 de outubro, com portões fechados. O confronto terminou empatado em 1 a 1. Com o resultado, nenhum dos dois clubes garantiram o acesso à Série B.
O Brusque responde a denúncias com base nos artigos 211 e 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). O primeiro trata das condições de segurança e infraestrutura dos locais de competição, enquanto o segundo prevê punições por falhas na prevenção e repressão de desordens em praças esportivas.
O processo também envolve o dirigente do clube catarinense Rafael Roncaglio Vita, denunciado com base no artigo 243-G, que trata de atos discriminatórios, desdenhosos ou ultrajantes relacionados a preconceito.
A quarta denúncia abrange Brusque e Paysandu e está relacionada ao artigo 176-A do CBJD, referente à responsabilidade solidária pelo pagamento de multas ou penas impostas a profissionais.
Com o adiamento, as denúncias ainda serão analisadas pela comissão disciplinar. Até a realização do julgamento, não há decisão sobre eventuais punições aos envolvidos.



