Na noite de 17 de outubro, durante entrevista transmitida pela emissora, a lobista Roberta Luchsinger afirmou que colaborará com a Polícia Federal por meio de delação premiada, acusando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu filho Fábio Luís Lula da Silva — conhecido como Lulinha — de atuarem como cúmplices em atos ilícitos relacionados ao contrato bilionário da construtora Mota-Engil para o túneis Santos-Guarujá, sem que a Secretaria de Comunicação da Presidência tenha reconhecido qualquer contato ou vínculo entre o Executivo e a intermediária.
Contexto Institucional e Histórico da Medida
A Secretaria de Comunicação da Presidência da República rebateu categoricamente as alegações de Luchsinger, afirmando que o presidente Lula desconhece totalmente os fatos expostos e que jamais manteve interlocução com ela, além de negar a existência de quaisquer contratos governamentais vinculados à sua figura.
As declarações surgem em um momento estratégico, marcado pela proximidade do segundo turno das Eleições 2026, período em que o Brasil tem observado o uso reiterado de acusações não comprovadas como ferramentas de desgaste político, conforme evidenciado por episódios anteriores na esfera eleitoral.
Roberta Luchsinger afirmou que não poupará nenhum poder público, inclusive o presidente da República e seu filho Fábio Luís Lula da Silva.
Repercussão Jurídica e Estratégica
A Secom ressaltou que as declarações são incompatíveis com a realidade institucional, alertando para os riscos de manipulação política em ano eleitoral e reforçando que eventuais provas serão avaliadas por órgãos competentes, sob estrita observância legal.
Especialistas em direito administrativo e processual criminal indicam que a delação premiada pode desencadear investigações formais sobre supostos desvios no contrato do túnel Santos-Guarujá, com possibilidade de responsabilização tanto para os envolvidos quanto para eventuais intermediários do governo.
O s próximos passos incluem a formalização da colaboração de Luchsinger junto à Polícia Federal, com a expectativa de que novas informações possam embasar inquéritos parlamentares ou ações judiciais nos próximos meses.



