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Tecnologia

Trabalhadores de apps representam 58,9% do universo digital em 2025 segundo IBGE

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 03:38
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Trabalhadores de apps representam 58,9% do universo digital em 2025 segundo IBGE
Fatos Rápidos da Notícia
  • Aplicativos de transporte particular de passageiros empregavam 1,155 milhão de trabalhadores em 2025, representando 58,9% do total de trabalhadores em plataformas digitais no Brasil
  • O grupo de motociclistas de aplicativo atingiu 1,179 milhão de pessoas em 2025, representando 34,4% dos condutores de motocicletas no trabalho principal e indicando um crescimento de 91,9% em relação a 2022
  • A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua sobre Trabalho por meio de Plataformas Digitais de 2025 foi divulgada pelo IBGE em 4 de abril, abrangendo cerca de 2 milhões de trabalhadores em plataformas digitais no país
Resumo Editorial

Em 2025,1,155 milhão de trabalhadores (58,9%) das plataformas digitais brasileiras atuam no transporte de passageiros, impulsionando crescimento acelerado do setor motriz e exigindo regulamentação previdenciária urgente.

Em 4 de abril de 2025, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua sobre Trabalho por meio de Plataformas Digitais de 2025, revelando que 2 milhões de trabalhadores estavam empregados em aplicativos digitais no Brasil, representando 1,9% da população ocupada, com destaque para o setor de transporte de passageiros, que concentrava 1,155 milhão de trabalhadores ou 58,9% do total do segmento.

Contexto Institucional e Dados Demográficos da Pesquisa

A pesquisa, realizada com base em amostra contínua em todo o território nacional e abrangendo aproximadamente 2 milhões de trabalhadores em plataformas digitais em 2025, aponta que os aplicativos de transporte particular de passageiros concentram o maior contingente de trabalhadores plataformizados, totalizando 1,155 milhão de empregados, o que corresponde a 58,9% do universo da categoria no país. A análise também identificou que 1,056 milhão desses profissionais atuavam exclusivamente em serviços de transporte particular sem vínculo com táxi, enquanto os aplicativos específicos de táxi somavam 232 mil trabalhadores. Além disso, o grupo dos motociclistas de aplicativo alcançou a marca histórica de 1,179 milhão em 2025, representando 34,4% dos condutores de motocicletas no trabalho principal e refletindo um crescimento acelerado de 91,9% em relação ao biênio anterior.

O levantamento revela ainda que a maioria dos entregadores é composta por motociclistas, embora haja participação significativa de mototáxis no transporte de passageiros. Com cerca de 585 mil trabalhadores nas plataformas de entrega e 313 mil nas prestação de serviços gerais ou profissionais, a soma dessas categorias ultrapassa os 88,8% do total empregado em plataformas digitais. O crescimento expressivo do número de motoristas – com 45,9% dos condutores autônomos declarando o aplicativo como atividade principal em 2025 – reforça a centralidade dessas plataformas na economia informal brasileira.

Ponto de Destaque

Mais da metade dos trabalhadores em plataformas digitais brasileiras estão no setor de transporte particular de passageiros, totalizando 1,155 milhão em 2025.

Repercussão Jurídica e Desdobramentos Econômicos

As declarações oficiais do IBGE destacam que a flexibilidade horária e a possibilidade de renda superior aos serviços tradicionais são fatores determinantes para a adesão das plataformas, mas a falta de alternativas profissionais surge como principal motivação para permanência no modelo digital. Autoridades como o Ministério da Economia e a Secretaria Especial da Previdência têm sinalizado a necessidade de revisão do arcabouço regulatório para garantir direitos previdenciários e trabalhistas aos prestadores.

Especialistas apontam que o crescimento acelerado do setor motriz – que dobrou seu contingente entre 2022 e 2025 – deve demandar políticas públicas coordenadas para enfrentar desafios como segurança no trânsito, fiscalização trabalhista e acesso à proteção social.

A expectativa é que o debate legislativo sobre regulamentação das plataformas digitais intensifique nos próximos meses. Enquanto isso, os tribunais analisam ações judiciais que questionam a estabilidade contratual e a responsabilidade solidária entre aplicativos e prestadores diretos.

Atenção / Ponto Crítico
O marco regulatório previsto para as plataformas digitais deve entrar em vigor até dezembro de 2026, sob pena de sanções administrativas e interrupção parcial das atividades em caso de descumprimento das normas previstas.

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