Nesta terça‑feira, 13 de outubro de 2025, o cantor baiano Netinho, ícone do axé music, veio a falecer aos 60 anos em Salvador, Bahia, em decorrência de um linfoma não Hodgkin do tipo B diagnosticado em março de 2025, conforme comunicado oficial de sua assessoria. O artista, que construiu uma trajetória marcante na música popular brasileira ao lado da Banda Beijo e de uma carreira solo repleta de sucessos como "Milla", "Beijo na Boca" e "Preciso de Você", tornou‑se referência no Carnaval e nas festas populares do país.
Contexto Histórico e Carreira Musical
A apuração realizada pela reportagem confirmou que Netinho, cujo nome de batismo era Ernesto de Souza Andrade Júnior, iniciou sua vida artística na Banda Beijo, onde se destacou como vocalista e ajudou a expandir o alcance do grupo para além da Bahia. A morte foi anunciada oficialmente por meio das redes sociais da equipe do cantor, que informou o falecimento decorrente de complicações relacionadas ao linfoma não Hodgkin do tipo B, diagnosticado em março de 2025 após internação em Salvador. O diagnóstico foi revelado ao público em entrevista posterior à internação, quando o artista declarou estar em remissão momentânea, mas que o quadro clínico se agravou nos meses subsequentes.
Além das três ocorrências de AVCs sofridas em 2013, Netinho enfrentou um longo processo de tratamento oncológico que incluiu sessões de quimioterapia e acompanhamento médico rigoroso. Desde maio de 2026, quando comunicou o retorno da doença, o cantor manteve o público informado sobre seu estado de saúde, chegando a anunciar afastamento das redes digitais em setembro de 2026 para dedicar-se integralmente aos cuidados pessoais.
Diante desse cenário, a trajetória do artista reflete não apenas a evolução musical do axé, mas também os desafios de saúde que permeiam artistas de longa carreira no meio artístico brasileiro.
Netinho faleceu aos 60 anos, deixando um legado de mais de três décadas de sucesso no axé music brasileiro.
Repercussão Institucional e Futuro do Legado
A notícia da morte do cantor gerou manifestações imediatas por parte de instituições culturais e autoridades públicas. O Ministério da Cultura declarou luto oficial e destacou a contribuição de Netinho para a identidade musical do Brasil, enquanto a Secretaria da Cultura da Bahia afirmou que o artista será lembrado como um dos principais expoentes do axé contemporâneo. Profissionais do setor, como representantes da Associação Brasileira dos Produtores de Discos (ABPD) e da Associação dos Cantores e Músicos do Brasil (ACMB), também manifestaram repúdio ao perdão prematuro de um talento que marcou gerações.
No âmbito jurídico e administrativo, a família do artista deve enfrentar processos relacionados à gestão do patrimônio musical e aos direitos autorais referentes às gravações de Netinho. Paralelamente, a filha Bruna Trindade, herdeira legítima, tem sido apontada como responsável pelas decisões que visam preservar o acervo artístico do pai. O mercado fonográfico aguarda definições sobre licenças e royalties que poderão impactar projetos futuros que pretendam explorar o repertório do cantor.



