Nos últimos dias, pesquisas encomendadas por institutos especializados – Datafolha e Quaest – revelaram divergências acentuadas na disputa pelo Senado de Minas Gerais, onde Marília Campos (PT) e Domingos Sávio (PL) figuram como os principais contendentes técnicos, apesar da proximidade estatística dos resultados.
Metodologia Comparada e Convergência Estatística
O s levantamentos, realizados de forma presencial entre sexta-feira (2/10) e sábado (3), contaram com amostras robustas: 2.010 eleitores pelo Datafolha (registro MG-06705/2026) e 3.204 pelo Quaest (MG-06889/2026), ambas com margem de erro de dois pontos percentuais e intervalo de confiança de 95%, indicando rigor metodológico e confiabilidade estatística.
As diferenças mais marcantes residem na liderança de Sávio (22% no Quaest versus 17% no Datafolha) e na vantagem de três pontos percentuais registrada para Marília Campos (21% contra 18%), reflexo de estratégias distintas de ponderação amostral, formulação de perguntas e análise dos dados, fatores que explicam a oscilação nos percentuais sem comprometer a validade técnica das apurações.
Marília Campos lidera tecnicamente segundo o Datafolha com 21% dos votos válidos, enquanto Domingos Sávio registra 22% na contagem da Quaest.
Repercussão Política e Desdobramentos Imediatos
As entidades políticas reagiram com cautela: o Diretório Central dos Estudantes (DCE) de Minas Gerais destacou a necessidade de transparência nos processos eleitorais, enquanto a bancada PT no Senado federal reiterou apoio incondicional à candidatura de Marília, enfatizando seu histórico de atuação nas comissões de assuntos econômicos.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reforçou que, apesar das variações nas pesquisas, ambos os candidatos mais votados serão declarados eleitos em outubro, consolidando a certeza jurídica do processo democrático sem risco de segundo turno.



