No Distrito Federal, a eleição de 2026 consolidou a formação de oito deputados federais titulares e 36 suplentes, que se posicionam como futuros substitutos em razão de afastamentos dos titulares, enquanto Mariana Naime (PL), com 67.218 votos — maior marca entre as mulheres — assegurou a suplência pelo Partido Liberal sem assumir mandato efetivo devido ao critério do quociente eleitoral.
Contexto Institucional e Histórico da Medida
A apuração realizada pela Justiça Eleitoral apurou que a bancada do Distrito Federal na Câmara Federal reúne 62,5% de representantes de espectros conservadores, com predominância da direita e do centro político, conforme dados oficiais divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Mariana Naime, figura proeminente do Partido Liberal e filha do ex-coronel da PMDF Jorge Eduardo Naime, preso por suposta participação nos atos de 8 de janeiro de 2023, destacou-se com a maior votação entre as candidatas femininas do DF, mas sua suplência não foi efetivada por restrição no cálculo do quociente eleitoral, que estabelece limites de representação proporcional para cada legenda.
Mariana Naime recebeu 67.218 votos, sendo a mulher mais votada do Distrito Federal e primeira suplente pelo Partido Liberal.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos
As autoridades eleitorais confirmaram que o cálculo do quociente eleitoral impede a substituição direta de suplentes por votação individual, garantindo equilíbrio entre as legendas no acesso ao mandato, medida que tem sido alvo de debate entre juristas e representantes partidários sobre sua adequação ao sistema proporcional.
Enquanto o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Distrito Federal mantém postura técnica em relação à aplicação do critério, parlamentares como Fred Linhares (Republicanos) e Zé Humberto (MDB), primeiros da lista de suplentes em seus respectivos partidos, aguardam eventual convocação em caso de vacância dos titulares.



