O ministro Edson Fachin determinou que a PGR se manifeste sobre os pedidos da defesa de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, que solicita a revogação da prisão preventiva. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (5) e busca embasar a análise sobre a manutenção ou soltura do empresário.
Os advogados argumentam que a prisão, decretada em março, perdeu a justificativa devido à suposta ausência de fatos novos e à demora na conclusão das investigações. Eles apontam que Vorcaro está detido há mais de oito meses sem ação penal e que a detenção deveria ser revisada a cada 90 dias, conforme prevê o Código de Processo Penal.
A defesa também critica o impasse sobre quem conduz as investigações no STF, o que teria atrasado a análise dos pedidos. Em outubro, solicitaram que o ministro André Mendonça examinasse questões urgentes para não prejudicar o direito à liberdade do empresário. Fachin assumiu o caso temporariamente em setembro e decidiu mantê-lo sob sua responsabilidade por até 90 dias, a partir de 12 de setembro.
Além do pedido de soltura, o ministro encaminhou à PGR um requerimento da defesa para investigar vazamentos de dados extraídos do celular de Vorcaro. Até o momento, Fachin ainda não decidiu sobre a soltura, aguardando o parecer da Procuradoria.
O caso está relacionado à Operação Compliance Zero, que investiga a emissão de títulos de crédito falsos por instituições do Sistema Financeiro Nacional. A Polícia Federal aponta Daniel Vorcaro como líder de uma organização criminosa responsável por coordenar operações com carteiras de crédito no Banco Master.
Vorcaro foi preso pela primeira vez em 18 de novembro de 2025, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, quando se preparava para viajar a Dubai. Após quase uma semana na Superintendência da PF em São Paulo, foi transferido para o CDP II de Guarulhos. Dez dias depois, o TRF-1 determinou sua saída do presídio com medidas cautelares, como tornozeleira eletrônica e prisão domiciliar.
Após quase quatro meses cumprindo medidas cautelares, ele foi preso novamente pela PF no dia 4 de março, por determinação do ministro André Mendonça, sob suspeita de tentar atrapalhar as investigações relacionadas ao Banco Master.



