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Política

Elaine Triveloni acusa prefeito e vice de chantagem para fechar grupo municipal no Facebook

PorAmanda BarradasVerificadoOrtografia IAPublicado Há 47 min
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Elaine Triveloni acusa prefeito e vice de chantagem para fechar grupo municipal no Facebook
Fatos Rápidos da Notícia
  • Elaine Cristina dos Santos Triveloni, agente comunitária de saúde em Penápolis, acusa o prefeito Carlos Henrique Rossi Catalani (PSD) e a vice-prefeita Mirela Fink Hassan Rufato (Podemos) de usar o poder político para pressioná-la a fechar o grupo “Língua Solta Penápolis” no Facebook, que conta com mais de 12 mil membros.
  • Elaine foi transferida do posto de saúde no Bairro Jardim Del Rey para o bairro Silvia Costa, a 8 km de distância, em julho de 2022, segundo denúncia protocolada na Justiça Eleitoral em 1º de outubro de 2023.
  • A denúncia da coligação “Simplicidade e Trabalho que Transformam”, composta pelos partidos PP, MDB, Podemos, PL e União Brasil, aponta que Armando Soares (Armandinho), chefe de Cultura da prefeitura e candidato a vereador pelo Novo, atuou como intermediário das pressões para fechar o grupo e obter benefícios eleitorais.
Resumo Editorial

Elaine Triveloni denuncia prefeito e vice de usar servidores públicos para coagar seu fechamento do grupo de 12 mil membros no Facebook, configurando abuso de poder político.

Na cidade de Penápolis, no interior de São Paulo, uma denúncia formalizada na Justiça Eleitoral em 1º de outubro de 2023 revela suspeitas de abuso de poder político e tentativa de censura contra Elaine Cristina dos Santos Triveloni, agente comunitária de saúde, após sua acusação de que o prefeito Carlos Henrique Rossi Catalani (PSD) e a vice-prefeita Mirela Fink Hassan Rufato (Podemos) teriam mobilizado o chefe de Cultura da prefeitura, Armando Soares (Armandinho), para pressioná-la ao fechamento do grupo "Língua Solta Penápolis", com mais de 12 mil membros no Facebook.

Contexto Institucional e Procedimentos Apurados

A investigação, protocolada pela coligação 'Simplicidade e Trabalho que Transformam' — composta pelos partidos PP, MDB, Podemos, PL e União Brasil — aponta indícios de conduta contrária à Lei 9.504/97 e à LC 64/90, ao envolver servidores públicos em pressões para obtenção de vantagens eleitorais mediante perseguição política.

Elaine Triveloni relata que, após recusar o fechamento do grupo em troca do retorno ao seu antigo posto no Bairro Jardim Del Rey, foi transferida em julho de 2022 para o bairro Silvia Costa, a 8 km de distância, medida que ela interpreta como retaliatória; conversas anexadas ao processo indicam que Armando Soares ofereceu conversar com autoridades para facilitar seu retorno às condições originais, desde que desativasse o espaço virtual de manifestação pública da cidade.

Ponto de Destaque

O grupo 'Língua Solta Penápolis' conta com mais de 12 mil membros e funcionava como praça pública virtual para reclamações políticas, queimadas e demais demandas da comunidade.

Repercussão Jurídica e Cenários Futuramente Definidos

O advogado eleitoral Alexandre Rollo esclarece que a conduta descrita configura abuso do poder político (art. 22 da LC 64/90) e violação ao artigo 73 da Lei Eleitoral, com possibilidade de multa, cassação de mandato ou inelegibilidade por até oito anos.

Especialistas apontam que a situação evidencia fragilidade nos mecanismos de controle interno do Judiciário Eleitoral e na autonomia de agentes públicos em contextos de polarização política intensa.

Atenção / Ponto Crítico
A Justiça Eleitoral deve definir nos próximos meses se há configuração de crime eleitoral passível de cassação e inelegibilidade por até oito anos.

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