No âmbito da eleição para o Distrito Federal no segundo turno, o candidato Leandro Grass (PT) intensificou sua campanha com a apresentação de um programa político voltado à ampliação de restaurantes comunitários com refeições a R$ 1, à construção de novas creches e à implementação de tarifa zero no transporte público, durante transmissão de programa em rádio na quarta-feira (14/10), data que antecedeu o ato pró-Lula realizado na Esplanada dos Ministérios na terça-feira (13/10).
Contexto Institucional e Estratégico da Campanha
Durante transmissão de programa eleitoral na rádio na manhã de 14 de outubro, Leandro Grass, candidato pelo Partido dos Trabalhadores ao governo do Distrito Federal, delineou propostas de governo que buscam atender demandas sociais já evidenciadas nas ruas e nas manifestações recentes, como o ato realizado em 13 de outubro em apoio ao ex-presidente Lula, que mobilizou jovens e estudantes em defesa da educação e do futuro do DF.
A estratégia política adotada pelo petista envolve a associação direta entre seu projeto e a percepção de insatisfação com a gestão atual, marcando críticas ao Banco de Brasília (BRB) e à administração de Celina Leão (União Brasil), além da aproximação com o ex-governador Ibaneis Rocha (MDB), em tentativa de captar eleitores de diferentes espectros políticos e ampliar seu campo eleitoral além do núcleo tradicional da esquerda.
Grass propõe ampliar o número de restaurantes comunitários mantendo o valor fixo de R$ 1 por refeição para regiões administrativas ainda sem cobertura.
Repercussão Jurídica e Pós-Eleitoral
As propostas foram recebidas com ressalvas técnicas por setores da administração pública e representantes do setor privado, que questionam a viabilidade orçamentária da tarifa zero no transporte e do modelo de alimentação popular, enquanto a Justiça Eleitoral mantém postura formal de monitoramento das atividades de campanha no período pós-ato pró-Lula.
O candidato aposta na continuidade das mobilizações sociais como alavanca para consolidar apoio em bairros periféricos e áreas administrativas negligenciadas historicamente, com prazo definido para definição final dos candidatos até 30 de setembro, data limite para registro de candidaturas no TSE.



