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Polícia

Justiça apura uso de presos para planejar assalto com apoio de coronel da reserva da SSP

PorAlfredo HenriqueVerificadoOrtografia IAPublicado Hoje às 09:44
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Justiça apura uso de presos para planejar assalto com apoio de coronel da reserva da SSP
Fatos Rápidos da Notícia
  • Coronel da reserva Henguel Ricardo Pereira, atual número 2 da Segurança Pública de São Paulo, foi citado em acórdão do Tribunal de Justiça paulista referente a acusações de tortura envolvendo integrantes do Grupo de Repressão e Análise dos Delitos de Intolerância (Gradi)
  • Quatro presos do Centro de Observação Criminológica (COC) - Marcos Massari, Gilmar Leite Siqueira, Ronny Clay Chaves e Rubens Leôncio - foram autorizados judicialmente a atuar temporariamente nas operações do Gradi por até 30 dias, com envolvimento direto na infiltração em quadrilha que planejava assaltar o Hotel Casagrande em 27 de março de 2002
  • O caso das mortes na Operação Castelinho, ocorrida em 5 de março de 2002, resultou em 12 óbitos e foi reconhecida pela Corte Interamericana de Direitos Humanos como violação ao Brasil, com responsabilização pendente que exige cumprimento até 2026 por meio de grupo de trabalho coordenado pelo Ministério dos Direitos Humanos
Resumo Editorial

A Justiça investiga coronel Henguel Ricardo Pereira por autorizar liberação temporária de presos do Centro de O bservação Criminológica ao Gradi, ligado ao assalto planejado ao Hotel Casagrande em 2002, com gasto de R$ 63 mil em viagens não justificadas, enquanto aguarda decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos até 2026 para cumprimento da sentença que reconheceu violação de direitos na O peração Castelinho.

O coronel da reserva Henguel Ricardo Pereira, atual número 2 da Segurança Pública de São Paulo, foi inserido em acórdão do Tribunal de Justiça paulista que apura acusações de tortura contra integrantes do Grupo de Repressão e Análise dos Delitos de Intolerância (Gradi), órgão que operacionalizou ações policiais entre 2002 e 2026, período em que coordenou a Casa Militar e Defesa Civil durante missões que envolveram liberação temporária de presos do Centro de O bservação Criminológica para atuar em operações de infiltração em quadrilhas criminosas.

Contexto Institucional e Histórico da O peração Gradi

A investigação conduzida pelo TJSP revelou que o coronel Henguel Ricardo Pereira, enquanto comandante da Casa Militar e Defesa Civil, autorizou a transferência temporária de quatro presos — Marcos Massari, Gilmar Leite Siqueira, Ronny Clay Chaves e Rubens Leôncio — do Centro de O bservação Criminológica para atuar nas operações do Gradi por até 30 dias, com foco na infiltração em quadrilha que planejava assaltar o Hotel Casagrande em Guarujá em 27 de março de 2002, fato este vinculado à O peração Castelinho, ocorrida em 5 de março do mesmo ano, que resultou em 12 mortes e foi reconhecida pela Corte Interamericana de Direitos Humanos como violação ao Brasil.

Antecedentes indicam que a gestão do governador Tarcísio de Freitas, a partir de fevereiro deste ano, promoveu reestruturação no alto escalão da Polícia Militar, culminando na exoneração de agentes indicados pelo ex-gerente Derrite e na designação do coordenador da Defesa Civil como novo secretário-executivo da SSP, posição que Henguel ocupará a partir de 2026, conforme informado pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.

Ponto de Destaque

Mais de R$ 63 mil foram gastos por Henguel em viagens não justificadas durante missões ligadas ao Gradi, segundo relatório do TJSP.

Repercussão Jurídica e Estratégia de Cumprimento da Sentença Internacional

A decisão da Corte Interamericana exige o cumprimento integral da sentença até 2026 por meio de grupo de trabalho coordenado pelo Ministério dos Direitos Humanos, que está estruturando medidas para apurar a participação do Gradi na O peração Castelinho e garantir reparações às vítimas.

Fontes oficiais confirmam que Henguel assumirá, em 2026, o cargo de secretário-executivo da SSP — posto subordinado ao delegado O svaldo Nico Gonçalves — enquanto o Ministério Público Federal acompanha os desdobramentos com base no Acórdão do TJSP que aponta seu envolvimento direto na liberação de presos para atividades ilícitas.

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Atenção / Ponto Crítico
O cumprimento da sentença internacional até 2026 é obrigatório para evitar novas sanções ao Estado brasileiro diante da Comissão Interamericana de Direitos Humanos.

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