Empresário e líder religioso, Márcio Poncio, de 52 anos – alvo de uma operação da Polícia Federal nesta quinta-feira, 2 – é conhecido como o “pastor do cigarro” e “patriarca da família Poncio”. Magnata da indústria do tabaco, Poncio acumula milhares de seguidores e fiéis pela exposição como líder de uma família de influenciadores digitais no Rio de Janeiro e pela atuação como pastor evangélico na Igreja da Nuvem.
Nascido em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, Poncio encontrou o sucesso financeiro em um setor incomum para líderes religiosos: a indústria do tabaco. De auxiliar de produção, tornou-se proprietário de uma distribuidora e fábrica de cigarros. A atividade comercial rendeu o apelido público de “pastor do cigarro” ao líder da família Poncio.
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Pai da deputada estadual Sarah Poncio (Solidariedade-RJ) e do cantor Saulo Poncio, Márcio Poncio é casado com Simone Poncio, que está grávida aos 50 anos.
Atuou como líder religioso na Igreja Pentecostal Anabatista e, posteriormente, vinculou-se à chamada “Igreja da Nuvem”. Nas redes sociais, onde acumula mais de 500 mil seguidores, compartilhar reflexões espirituais e ostenta o alto padrão de vida da família.
Exposição nas redes sociais
A projeção nacional de Márcio Poncio está diretamente atrelada à vida hiper exposta dos filhos: Saulo e Sarah. As polêmicas familiares, términos, traições, gestações e a rotina de luxo na mansão da família na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio, transformaram a rotina de Poncio em um reality show acompanhado pelos milhões de seguidores do clã carioca.
Em 2022, o patriarca da família Poncio tentou uma vaga na Câmara dos Deputados pelo Rio de Janeiro. Obteve cerca de 33 mil votos e terminou como segundo suplente. Em julho de 2025, tentou novamente o Executivo ao lançar candidatura em uma eleição suplementar para a Prefeitura de Três Rios, no Centro-Sul Fluminense, mas foi derrotado nas urnas por Jonas Dico (Podemos).
Na manhã desta quinta-feira, 2, Poncio foi preso pela Polícia Federal em um apart-hotel na Barra da Tijuca, durante a 5ª fase da Operação Unha e Carne.
A investigação apura um suposto esquema de vazamento de informações sigilosas em favor da facção Comando Vermelho.
A reportagem busca contato com a defesa dos alvos da investigação. O espaço está aberto.



