A 21ª CineOP – Mostra de Cinema de Ouro Preto encerrou sua programação no dia 30 de junho, consolidando as atividades voltadas à preservação, à história e à educação audiovisual no país. O evento, iniciado em 25 de junho, contabilizou um público superior a 20 mil pessoas em seis dias de ações gratuitas. A agenda reuniu profissionais do setor, pesquisadores, educadores, estudantes e gestores públicos por meio de exibições de filmes, debates, oficinas formativas, encontros técnicos e apresentações artísticas.
O Grupo Liberal esteve presente com o jornalista Ismaelino Pinto durante a programação. Ao longo dos seis dias de evento, o público teve a oportunidade de vivenciar um conteúdo inédito, descobrir novas tendências, assistir aos filmes, curtir atrações artísticas, trocar experiências com importantes nomes da cena cultural, do audiovisual, da preservação e da educação, além de participar do programa de formação e de debates temáticos de forma gratuita.
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“Desde o início, em 2006, quando nós pensamos e lançamos esse evento aqui em Ouro Preto, essa cidade-patrimônio da humanidade, foi para falar da preservação, como protagonista, tão necessária e urgente, naquele momento em que a gente ainda nem tinha o digital, imagina agora, produzindo tantas imagens digitais, a gente precisa pensar em guardar esses filmes, em preservar, para dar acesso. Quando a gente fala de preservar, estamos falando das nossas identidades, nossos territórios, de múltiplas vozes, de conteúdo plural, e esse filme precisa permanecer vivo para outras gerações. Então, a ideia da Cine OP é estruturar a sua programação em três temáticas, preservação, história e educação, sempre fazendo um recorte de parte da história para a gente trazer para a programação de cada edição, conversar com o público. Nesse ano, as mulheres cineastas ocupam esse espaço, mas a partir dos seus primeiros filmes”, disse Raquel Halak, diretora e coordenadora do CineOP.
O festival exibiu 135 produções e reuniu trabalhos de 18 estados brasileiros, incluindo o Pará, e de seis países, abrangendo pré-estreias, mostras temáticas e seções competitivas. A Mostra Histórica teve como tema “Como Elas Começaram? Memórias do Primeiro Filme”, analisando os trabalhos de estreia de diretoras brasileiras, enquanto a cineasta homenageada, Helena Solberg, teve sua obra revisitada em exibições e debates programados.
“A temática desse ano é ‘Um país existe nas imagens que preserva’ exatamente porque a gente acredita que cinema é patrimônio, cinema merece tombamento. A gente está falando de uma cidade de Ouro Preto que é patrimônio mundial da humanidade, um lugar perfeito para a gente reconhecer nossa história e falar que o cinema, fazendo uma analogia, é patrimônio nosso, e a gente precisa preservar esse patrimônio para que ele possa circular, para que ele possa chegar às novas gerações. E preservar imagens é guardar também um pouco do que somos, do que queremos ser, do que a gente sonha ser. São essas imagens que falam do passado, presente e futuro”, explica Raquel.




