O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu ao líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), que viaje a Brasília para que os dois possam conversar pessoalmente.
Inicialmente, a ideia era que Wagner estivesse no Distrito Federal já nesta sexta-feira (19). No entanto, ainda envolvido nos reflexos da operação da PF (Polícia Federal) desta quinta (18), o líder do governo no Senado deverá se encontrar com Lula apenas no início da próxima semana.
Como a CNN mostrou, Lula telefonou para o Jaques Wagner. Na ligação, o presidente defendeu que o parlamentar se posicione sobre as acusações e não deixe perguntas sem respostas.
Na ligação, o futuro de Wagner no governo Lula não foi o assunto principal. O presidente teria preferido esperar as coisas se acalmarem e conversar com o antigo aliado apenas pessoalmente.
No Palácio do Planalto, Lula tem sido aconselhado a trocar o comando do governo no Senado Federal. Porém, um nome para assumir o posto ainda não foi encontrado.
O presidente teria preferência pelo ex-ministro Camilo Santana (PT-CE), que estaria resistindo ao posto com a intenção de focar nas eleições do Ceará.
Jaques Wagner e familiares foram alvos de busca e apreensão nesta quinta. O senador é suspeito de ter recebido vantagens indevidas do Banco Master. Em entrevista à Band, o petista negou as acusações.
À CNN, o senador Jaques Wagner (PT-BA) disse que nunca atuou em favor do Banco Master e que o dinheiro apreendido pela Polícia Federal é fruto de diárias legais, declaradas e não utilizadas em missões internacionais oficiais.
Leia a nota completa abaixo:
“O senador Jaques Wagner (PT-BA) esclarece que não é réu, não foi denunciado e não foi acusado em nenhum processo relacionado aos fatos investigados. O parlamentar acompanha com tranquilidade o andamento das investigações e mantém a confiança na condução delas.
Cabe esclarecer que o apartamento mencionado jamais integrou o patrimônio do parlamentar. O senador também nega atuação em favor do Banco Master ou qualquer outra instituição financeira.
Sobre os valores em espécie apreendidos, a assessoria informa que o montante é fruto de diárias legais, declaradas e não utilizadas em missões internacionais oficiais. Por fim, o senador Jaques Wagner reitera que permanece à inteira disposição das autoridades para prestar quaisquer esclarecimentos, com a certeza de que a verdade prevalecerá”.

