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Polícia

Liderança do CV é capturada na Bolívia após fuga da penitenciária cuiabana

PorGiovanna SfalsinVerificadoOrtografia IAPublicado Há 59 min
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Liderança do CV é capturada na Bolívia após fuga da penitenciária cuiabana
Fatos Rápidos da Notícia
  • A Polícia Civil do Mato Grosso prendeu, em 22/9, Angeliquinha (Angélica Saraiva de Sá), ex-liderança do Comando Vermelho, em Santa Cruz de la Sierra, Bolívia
  • Ela estava foragida desde 17/8/2025 após fugir da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, e possuía mais de 260 anos em condenações por crimes como homicídio, tráfico e organização criminosa
  • O total de mandados de prisão em aberto somava seis, expedidos ao longo de 2026, com a apreensão de mais de R$ 20 milhões em movimentações financeiras durante um ano e sete meses
Resumo Editorial

A captura de Angeliquinha, após 260 dias foragida e com condenações superiores a R$ 20 milhões, destaca a eficácia da O peração Showdown no desmantelamento de redes criminosas transnacionais.

Na madrugada de 22 de setembro, a Polícia Civil do Mato Grosso efetuou a prisão de Angeliquinha, identificada como Angélica Saraiva de Sá, ex-líder do Comando Vermelho, no território boliviano de Santa Cruz de la Sierra, encerrando uma das mais longas fugas da justiça brasileira.

Contexto Institucional e Histórico da O peração de Captura

A captura ocorreu em decorrência da O peração Showdown, deflagrada pela Polícia Civil em março de 2025 com o objetivo de desarticular redes criminosas que atuavam na região de Alta Floresta, conhecida como 'Portal da Amazônia'. A investigação revelou que Angeliquinha mantinha influência direta sobre atividades ilícitas, incluindo tráfico de drogas, extorsões e exploração de garimpos ilegais, contando com apoio logístico e financeiro de familiares próximos.

O fato de ela estar foragida desde 17 de agosto de 2025, após fuga da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May em Cuiabá, reforça a complexidade do caso. Durante o período de fuga, acumulou mais de 260 anos em condenações por homicídios, tráfico e organização criminosa, além de movimentar valores superiores a R$ 20 milhões por meio de operações financeiras sofisticadas.

Ponto de Destaque

Mais de 260 anos em condenações judiciais somam-se à captura que encerrou uma das fugas mais prolongadas da justiça brasileira.

Repercussão Jurídica e Estratégias Futuras

A Polícia Civil destacou que seis mandados de prisão estavam em aberto desde 2026, todos relacionados a crimes graves como homicídio qualificado e lavagem de dinheiro. Fontes oficiais informaram que os familiares próximos — pai, filha e genro — integravam rede de apoio ao grupo criminoso, facilitando a movimentação ilícita.

As autoridades sinalizam que a extradição da criminosa deve seguir rigorosos protocolos diplomáticos entre Brasil e Bolívia. O caso reforça a necessidade de fortalecimento das forças policiais no combate ao crime organizado transnacional.

Atenção / Ponto Crítico
A Justiça Federal pode solicitar a extradição imediata da criminosa, com prazo máximo de 90 dias para cumprimento da decisão judicial.

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