Na madrugada de 22 de setembro, a Polícia Civil do Mato Grosso efetuou a prisão de Angeliquinha, identificada como Angélica Saraiva de Sá, ex-líder do Comando Vermelho, no território boliviano de Santa Cruz de la Sierra, encerrando uma das mais longas fugas da justiça brasileira.
Contexto Institucional e Histórico da O peração de Captura
A captura ocorreu em decorrência da O peração Showdown, deflagrada pela Polícia Civil em março de 2025 com o objetivo de desarticular redes criminosas que atuavam na região de Alta Floresta, conhecida como 'Portal da Amazônia'. A investigação revelou que Angeliquinha mantinha influência direta sobre atividades ilícitas, incluindo tráfico de drogas, extorsões e exploração de garimpos ilegais, contando com apoio logístico e financeiro de familiares próximos.
O fato de ela estar foragida desde 17 de agosto de 2025, após fuga da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May em Cuiabá, reforça a complexidade do caso. Durante o período de fuga, acumulou mais de 260 anos em condenações por homicídios, tráfico e organização criminosa, além de movimentar valores superiores a R$ 20 milhões por meio de operações financeiras sofisticadas.
Mais de 260 anos em condenações judiciais somam-se à captura que encerrou uma das fugas mais prolongadas da justiça brasileira.
Repercussão Jurídica e Estratégias Futuras
A Polícia Civil destacou que seis mandados de prisão estavam em aberto desde 2026, todos relacionados a crimes graves como homicídio qualificado e lavagem de dinheiro. Fontes oficiais informaram que os familiares próximos — pai, filha e genro — integravam rede de apoio ao grupo criminoso, facilitando a movimentação ilícita.
As autoridades sinalizam que a extradição da criminosa deve seguir rigorosos protocolos diplomáticos entre Brasil e Bolívia. O caso reforça a necessidade de fortalecimento das forças policiais no combate ao crime organizado transnacional.



