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Polícia

Primo visita semanal à Itajobi, núcleo da lavanderia de Beto Louco

PorVinicius PassarelliVerificadoOrtografia IAPublicado Há 43 min
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Primo visita semanal à Itajobi, núcleo da lavanderia de Beto Louco
Fatos Rápidos da Notícia
  • O empresário Mohamad Hussein Mourad, 'Primo', está foragido da Justiça e é apontado como o real proprietário da Usina Itajobi, em Marapoama, SP, segundo relatório da Promotoria e de seus funcionários
  • A Operação Crédito Oculto, deflagrada pelo MPSP em 24/9, investiga a infiltração do crime organizado no setor de combustíveis e cumpreu mandados em SP e mais seis estados, incluindo a usina e ligações com a distribuidora Terrana
  • A usina Itajobi foi formalmente adquirida em 2023 por investidores vinculados ao Grupo Entre, titularizado por Antonio Carlos Freixo Júnior (Mineiro), via fundo Celebration, após processo de recuperação judicial encerrado em 2019
Resumo Editorial

A O peração O culto expõe como a usina Itajobi, movimentando R$150 milhões, serve de hub para lavar recursos da quadrilha de Primo e Beto Louco.

A O peração Crédito O culto, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) em 24 de setembro, revelou que a usina Itajobi, localizada no interior paulista, é um elo central na estrutura de lavagem de dinheiro e ocultação de bens comandada por Mohamad Hussein Mourad, o 'Primo', empresário foragido da Justiça e apontado como verdadeiro proprietário da unidade.

Contexto Institucional e Evidências da Aposta Criminal

Investigações coordenadas pelo MPSP e pela Polícia Federal (PF) confirmaram que a usina Itajobi, situada na região de Catanduva, serviu como hub operacional para a organização criminosa liderada por Primo e Roberto Augusto Leme da Silva, o Beto Louco, utilizando fintechs, fundos de investimento e empresas de fachada para dissimular o controle real da propriedade e facilitar transações financeiras ilícitas.

O relatório da promotoria aponta que a usina foi formalmente adquirida em 2023 pelo Grupo Entre, representado por Antonio Carlos Freixo Júnior – conhecido como Mineiro – por meio do fundo Celebration, após o encerramento do processo de recuperação judicial ocorrido em 2019, consolidando uma rede que incluía também as usinas Carolo, Virgolino de O liveira, Centroálcool e Rio Pardo, todas vinculadas ao mesmo esquema de blindagem patrimonial.

Ponto de Destaque

A usina Itajobi movimentou recursos superiores a R$ 150 milhões por meio de operações circulares entre fundos e instituições financeiras para ocultar o verdadeiro controle do crime organizado.

Repercussão Jurídica e Desdobramentos da Investigação

Autoridades indicam que o Grupo Entre, sob a liderança de Mineiro, utilizou a estrutura da usina para repasses de recursos oriundos do Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro, com o objetivo de financiar a expansão do grupo no setor de postos de combustíveis e na aquisição da distribuidora Terrana, alvo principal da Carbono O culto.

Com base no termo de colaboração firmado com a Procuradoria-Geral da República (PGR), as investigações continuam para identificar os canais de lavagem utilizados e responsabilizar os verdadeiros mandantes, enquanto o MPSP mantém diligência para requisitar a prisão imediata dos dois principais fugitivos: Primo e Beto Louco.

Atenção / Ponto Crítico
O descumprimento das medidas judiciais pode resultar em prisão preventiva com prazo máximo de 120 dias sem possibilidade de fiança.

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