O acidente com o voo 402 da TAM completa 30 anos neste sábado (31). Em 31 de outubro de 1996, um Fokker 100 caiu segundos depois de decolar do Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, com destino ao Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. As 95 pessoas que estavam a bordo — 89 passageiros e seis tripulantes — morreram, além de quatro pessoas em solo, totalizando 99 vítimas. A aeronave permaneceu no ar por cerca de 24 segundos antes de atingir três prédios e cair sobre casas na Rua Luís Orsini de Castro, no bairro do Jabaquara. Após a queda, o avião pegou fogo.
Segundo o relatório final do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), as condições meteorológicas eram favoráveis, a pista estava adequada e a aeronave estava dentro dos limites de peso e balanceamento. No entanto, durante a decolagem, o sistema de aceleração automática apresentou falhas e foi desativado. Pouco depois, o copiloto relatou que uma das alavancas de controle da potência dos motores havia travado. Em uma tentativa de avançar a alavanca do motor direito, ocorreu a desconexão de um cabo do sistema de controle, fazendo com que o motor acelerasse enquanto o reversor permanecia aberto, semelhante a acionar o freio quando a aeronave precisava acelerar para ganhar sustentação.
O documento também aponta a deterioração do desempenho devido à redução do motor esquerdo por quatro segundos e a demora de mais quatro segundos para retomar a potência de decolagem. O rolamento nos últimos segundos do voo é consistente com as condições de estol, quando a aeronave perde sustentação. O alerta de estol foi acionado às 08:26:55 e o comandante disse: “Ai meu Deus”. No segundo seguinte, o sistema emitiu o aviso “Don't Sink” (“não afunde”), e a gravação da cabine terminou às 08:27:01.



