Fantasmas, monstros e cenários de terror são elementos centrais da diversão no Halloween. A psicóloga Tatiana Vainboim, especialista em Psicologia Hospitalar pelo CFP, explica que isso ocorre porque a mente consegue diferenciar uma ameaça real de um perigo controlado, permitindo que a pessoa experimente o medo sem estar diante de um risco efetivo.
Quando um estímulo inesperado é interpretado como ameaçador, o organismo dispara uma resposta de alerta, que pode acelerar os batimentos cardíacos, alterar a respiração e tensionar os músculos. Somente após essa reação inicial a pessoa constata que não havia perigo real. Esse contraste entre tensão e alívio pode fazer com que o susto se transforme em riso e excitação, levando algumas pessoas a querer repetir a experiência, como acontece em montanhas-russas e casas mal-assombradas. No entanto, nem todos veem essa situação como prazerosa, pois a sensação de medo varia conforme a história pessoal, a sensibilidade individual e o grau de controle sobre o ambiente.



