Impacto fiscal do reajuste
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou em entrevista à que o reajuste de 15,04% do Bolsa Família não gerará pressão adicional sobre a inflação, mas sim uma atualização dos valores do programa para compensar a perda do poder de compra acumulada desde 2023.
Durante evento CEO Fórum na Bahia, o ministro destacou que o percentual foi calculado com base na variação acumulada do INPC entre março de 2023 e agosto de 2026, garantindo que o benefício mínimo por família passe de R$ 600 para R$ 691 e o valor médio estimado suba de R$ 675 para R$ 777.
Com a correção, a despesa total do reajuste foi estimada em R$ 5,8 bilhões para 2026 e em cerca de R$ 22 bilhões para 2027, valores que o governo afirma estar absorvendo por meio de ajustes no O rçamento sem comprometer a meta de resultado primário. Não é aumento real. É uma recomposição da inflação, afirmou Durigan, reforçando que a medida não amplia os gastos das famílias beneficiárias, mas apenas regulariza os valores em consonância com a inflação.
A atualização ocorre 17 dias antes do primeiro turno das eleições e já gerou questionamentos de adversários do governo, com ação na Justiça Eleitoral pedindo a suspensão do reajuste; entretanto, o ministro André Mendonça, do TSE, rejeitou o pedido sem analisar mérito, e a AGU defendeu a legalidade da medida, afirmando que o decreto apenas corrige os valores do programa pela inflação sem criar novo benefício nem alterar critérios de acesso.



