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Polícia

MP exige esclarecimentos da Prefeitura de SP sobre vistorias do prédio Penha que desabou matando seis

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Há 45 min
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MP exige esclarecimentos da Prefeitura de SP sobre vistorias do prédio Penha que desabou matando seis
Fatos Rápidos da Notícia
  • O Ministério Público de São Paulo requisitou à Prefeitura de São Paulo esclarecimentos sobre a fiscalização, licenciamento e histórico de vistorias do prédio de 12 andares que desabou na Penha em 12 de setembro
  • Seis pessoas morreram no desabamento, sendo três mulheres (uma grávida), dois homens e uma criança
  • A Promotoria de Justiça de Habitação e Urbanismo instaurou inquérito e exigiu da Subprefeitura da Penha o histórico completo de fiscalização, com autos de infração, multas e relatórios de vistoria até 15 dias
Resumo Editorial

O MP exige à Prefeitura de SP esclarecimentos detalhados sobre vistorias, licenciamento e multas ao prédio Penha que matou seis pessoas, com prazo de 15 dias para evitar sanções.

O Ministério Público de São Paulo requisitou à Prefeitura de São Paulo esclarecimentos sobre a fiscalização, o licenciamento e o histórico de vistorias do prédio de 12 andares que desabou na Penha, zona Leste da capital, no dia 12 de setembro, incidente que vitimou seis pessoas – três mulheres (uma delas grávida), dois homens e uma criança – e desencadeou uma série de investigações policiais e administrativas para apurar responsabilidades e eventuais falhas institucionais.

Contexto Institucional e Histórico da Fiscalização Urbana

A Promotoria de Justiça de Habitação e Urbanismo da Capital instaurou inquérito e exigiu da Subprefeitura da Penha o histórico completo de fiscalização, incluindo autos de infração, multas, embargos, interdições e relatórios técnicos das vistorias realizadas no local, com prazo de 15 dias para apresentação dos documentos à luz da legislação urbanística vigente.

O imóvel em questão acumulava medidas administrativas e judiciais anteriores ao desabamento: em 2019, a Prefeitura negou pedido de alvará à construtora New Home; em 2021, uma ação judicial demandou a demolição da estrutura com multas de R$ 119 mil e ordens de interdição, enquanto um relatório divulgado em fevereiro de 2024 pela então coordenadora Viviane Rodrigues de Palma afirmava erroneamente que a demolição havia sido concluída, documento que continha fotografias contraditórias e resultou na extinção do processo judicial após o afastamento preventivo da servidora responsável.

Ponto de Destaque

Seis pessoas morreram no desabamento da Penha, entre elas uma mulher grávida e uma criança, evidenciando o custo humano de falhas na fiscalização urbana.

Repercussão Jurídica e Investigações em Curso

A Polícia Civil instaurou quatro inquéritos no 10º Distrito Policial para apurar suspeitas de homicídio com dolo eventual, estelionato na comercialização irregular de imóveis e participação de sócios ocultos, incluindo o prisão do pai do responsável técnico – foragido – e a investigação da servidora municipal que realizou a vistoria.

As demais frentes investigativas incluem a apuração da Controladoria Geral do Município sobre eventuais sindicâncias internas e os desdobramentos das ações judiciais relacionadas à responsabilidade civil e criminal dos envolvidos nos processos de licenciamento e execução da obra.

Atenção / Ponto Crítico
A Subprefeitura da Penha tem prazo de 15 dias para entregar à Promotoria o histórico completo de fiscalização e vistorias do prédio antes de sofrer sanções administrativas ou medidas cautelares.

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