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Tecnologia

Meta impõe limites de uso e privacidade a menores no Instagram nos EUA, gerando pressão regulatória no Brasil

PorMayra PenicheVerificadoOrtografia IAPublicado Há 47 min
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Meta impõe limites de uso e privacidade a menores no Instagram nos EUA, gerando pressão regulatória no Brasil
Fatos Rápidos da Notícia
  • A Meta firmou acordo com procuradores-gerais de 50 estados dos EUA para resolver disputa judicial iniciada em 2023, comprometendo-se a pagar até US$ 17,1 bilhões e adotar medidas para regular o uso de Instagram e Facebook por menores de 18 anos.
  • O acordo prevê limite diário de duas horas de uso combinado do Instagram e Facebook para menores de 18 anos, com exceções para mensagens, bloqueio de acesso entre 0h e 6h, restrição a notificações durante a noite e no horário escolar, e proibição da exibição de curtidas e reações para esse público.
  • O ECA Digital brasileiro, em vigor desde março de 2026, exige verificação confiável de idade, vinculação de contas de menores de 16 anos a responsáveis legais e proíbe o perfilamento de crianças e adolescentes para publicidade personalizada.
Resumo Editorial

A Meta arca com US$ 17,1 bilhões para limitar o uso do Instagram e Facebook por menores de 18 anos nos EUA, adotando medidas que podem inspirar ações regulatórias brasileiras baseadas no ECA Digital.

A Meta firmou acordo com procuradores-gerais de 50 estados dos Estados Unidos para resolver uma disputa judicial iniciada em 2023, comprometendo-se a pagar até US$ 17,1 bilhões e a implementar mudanças significativas no uso do Instagram e Facebook por menores de 18 anos, incluindo limites de tempo, restrições de acesso noturno e modificações nos mecanismos de recomendação algorítmica.

Contexto Institucional e Jurídico da Resolução

A negociação, concluída em agosto após uma investigação coordenada por procuradores-gerais estaduais que acusavam a empresa de explorar mecanismos como rolagem infinita, recomendações automatizadas e notificações persistentes para prolongar o envolvimento juvenil nas plataformas, encerra uma ação coletiva que mobilizou quase todo o território americano.

As medidas previstas incluem verificação obrigatória de idade, limitação do uso combinado das redes sociais a duas horas diárias, bloqueio de acesso entre 0h e 6h, supressão de notificações noturnas e escolares, e exibição cronológica do feed sem personalização algorítmica para menores.

Ponto de Destaque

O acordo prevê o pagamento de até US$ 17,1 bilhões aos estados norte-americanos para acomodar as exigências legais e operacionais.

Repercussão Legal no Brasil e Desafios Regulatórios

No Brasil, o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), em vigor desde março de 2026, estabelece que plataformas devem comprovar a idade dos usuários e vincular contas de menores de 16 anos a responsáveis legais, além de vedar o uso de perfilamento para publicidade personalizada.

A convergência entre as normas americanas e brasileiras sinaliza uma tendência global de transferir a responsabilidade direta pela proteção infantil das famílias para as próprias plataformas digitais, com implicações para a fiscalização e a autonomia regulatória.

Atenção / Ponto Crítico
A implementação efetiva das restrições está condicionada à homologação judicial final do acordo nos Estados Unidos

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