No âmbito de investigação que apura possível fraude na comunicação de filiação partidária ao TSE, o Ministério Público Eleitoral (MPE) manifestou-se favoravelmente à solicitação da Polícia Federal (PF) para acessar registros técnicos do sistema Filia, incluindo IPs e identificadores de dispositivos utilizados na alteração da filiação do candidato Flávio Bolsonaro entre 23h17 de 12 e 9h42 de 13 de agosto de 2026, fato que culminou em sua desfiliação do Partido Liberal (PL) e posterior filiação ao Partido Missão.
Contexto Jurídico e Apuração da O peração Fraudulenta
A solicitação da PF ao TSE, formalizada por meio de ofício no âmbito do inquérito que apura a suspeita de manipulação ilícita do sistema Filia — plataforma oficial de comunicação de filiados dos partidos à Justiça Eleitoral — contou com parecer favorável do MPE, que classificou a medida como imprescindível para a reconstrução cronológica dos acessos e para a identificação dos responsáveis pela alteração não autorizada da filiação de Flávio Bolsonaro.
Antecedentes indicam que a mudança ocorreu fora do horário comercial normal, durante madrugada, e foi descoberta apenas na manhã seguinte, quando a equipe jurídica da campanha tentou registrar a candidatura do político, evidenciando a necessidade urgente de esclarecer os mecanismos e vulnerabilidades expostas no processo eleitoral.
A alteração fraudulenta na filiação partidária ocorreu em apenas 10 horas e 25 minutos, entre a noite de 12 e a manhã de 13 de agosto de 2026.
Repercussão Institucional e Desdobramentos do Caso
O presidente do TSE, ministro Nunes Marques, determinou o restabelecimento imediato do vínculo partidário de Flávio Bolsonaro com o PL, a liberação do Sistema Candex para registro formal de candidatura e a preservação integral dos registros de acesso ao Filia, sob rigoroso sigilo parcial, demonstrando firmeza na defesa da integridade do processo eleitoral.
A medida conta com apoio técnico da Secretaria da Fazenda e do Conselho Nacional de Justiça, enquanto especialistas em cibersegurança apontam risco de exposição institucional se os dados forem manipulados ou vazados indevidamente.



