Abbas acusa Israel de genocídio na O NU após negação de visto nos EUA
O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, discursou remotamente na 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, após ter o visto de entrada nos Estados Unidos negado. Em seu pronunciamento, ele classificou a violência israelense contra Gaza como uma "guerra genocida", destacando o sofrimento do povo palestino diante dos ataques das forças de ocupação israelenses.
"Na Faixa de Gaza, nosso povo está sendo submetido pelas forças de ocupação israelenses a assassinatos, destruição, fome e tentativas de deslocamento"
Abbas ainda criticou o governo dos Estados Unidos por negar à delegação palestina o acesso à sede da O NU, afirmando que a medida viola as obrigações do país-sede. Ele solicitou que os EUA retirem as sanções e restrições, retomem o diálogo e respeitem a soberania palestina, além de colaborarem com a comunidade internacional para implementar a solução de dois estados baseada no direito internacional.
Preparativos para o discurso de Netanyahu na O NU
Em paralelo, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, está programado para discursar na mesma assembleia nesta quinta-feira (24/9), sendo o 17º chefe de Estado ou de governo a subir à tribuna. Sua participação ocorrerá após a forte acusação de Abbas contra Israel e os Estados Unidos, colocando em evidência as tensões diplomáticas entre as partes envolvidas no conflito.
Netanyahu tem defendido a legitimidade das ações de Israel no contexto da guerra contra o Hamas, rejeitando as acusações de genocídio e reiterando que o objetivo militar é a eliminação do grupo terrorista. A expectativa é que seu discurso aborde diretamente as críticas internacionais e reafirme a posição de segurança do país.



