Durante o show do Rock in Rio, no sábado (12/9), Daniela Mercury integrou o palco Sunset ao lado do trio formado por José Gil, Francisco Gil e João Gil, onde uma encenação com um artista fantasiado de cavalo preto — referência direta ao título da cinebiografia Dark Horse — distribuiu cédulas falsas ao público, provocando forte comoção e imediatamente atraindo a atenção da Polícia Federal, que já havia iniciado investigação sobre a origem e a legalidade dos recursos utilizados na produção cinematográfica.
Contexto Institucional e Histórico da Produção Cinematográfica
A cinebiografia Dark Horse, dirigida por Cyrus Nowrasteh e estrelada por Jim Caviezel no papel de Jair Bolsonaro, foi financiada em R$ 136 mil pelo fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, após articulação política do senador Flávio Bolsonaro (PL), conforme comprovantes bancários e de movimentação financeira analisados pela Polícia Federal, que apura possíveis desvios de finalidade e origem ilícita dos recursos empregados na produção.
As investigações oficiais buscam esclarecer se houve sonegação fiscal, uso anômalo de recursos institucionais ou vínculos com atores de origem duvidosa no fluxo de capital destinado ao filme, cujo lançamento está previsto para antes das eleições de 2026, mas que enfrenta agora um impasse regulatório por suspeitas de irregularidades financeiras.
Mais de R$ 136 mil em recursos do Banco Master foram direcionados à produção de Dark Horse, filme que retrata a trajetória política de Jair Bolsonaro
Repercussão O ficial e Desdobramentos Jurídicos
A Polícia Federal mantém sigilo sobre os detalhes operacionais da investigação, mas confirmou que as diligências incluem análise de contratos de produção, rastreamento de repasses bancários e cruzamento de dados com o Ministério da Justiça, com foco apurado na articulação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro para viabilizar o financiamento anômalo do projeto.
Especialistas em direito administrativo e processo penal apontam que, se comprovada a origem ilícita dos recursos ou irregularidades contábeis graves, a produção pode ser enquadrada como crime contra a administração pública e sujeita a sanções que prevêem multa equivalente ao triplo do valor movimentado e até prisão preventiva para os responsáveis pela gestão financeira.



