Na manhã de quinta-feira (24), o Gaeco do Ministério Público de São Paulo e a Receita Federal deflagraram a O peração Crédito O culto, nova etapa da Carbono O culto, identificando movimentação superior a R$ 11,6 bilhões por meio de uma gestora de fundos vinculada ao Banco Master, conforme confirmado pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, que classificou a estrutura como uma 'lavanderia' do crime organizado.
Contexto Institucional e Estrutura de Lavagem
A apuração revelou que a empresa Entre Investimentos, controlada pelo empresário Mineiro e vinculada ao Antônio Carlos Freixo Junior, operou como mecanismo central para dissimular a titularidade da usina sucroalcooleira no interior de São Paulo, utilizando ações da unidade e repasses para uma distribuidora de combustível ligada ao crime organizado, conforme evidências coletadas pela Receita Federal e pelo Ministério Público. O Gaeco-SP e a Receita Federal cumpriram mandados de busca e apreensão em sete estados — São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Santa Catarina e Espírito Santo —, atingindo também o ex-diretor do Banco Genial, Humberto Arthur Tupinambá Neto, e o empresário Antônio Carlos Freixo Junior.
Antecedentes indicam que a estrutura foi articulada em múltiplas camadas financeiras: contas gráficas, fundos de investimento e bolsões bancários foram utilizados para ofuscar a origem ilícita dos recursos, com apoio técnico de operadores do Banco Master, controlado pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A PF aponta que o empresário Mineiro atuava como intermediário financeiro do grupo do Master e já havia firmado delação premiada com a PGR.
O caso se insere no quadro mais amplo da O peração Carbono O culto, que desde 2022 investiga esquemas de corrupção e lavagem envolvendo ativos públicos e privados em escala nacional.
Mais de R$ 11,6 bilhões circulavam em esquema estruturado de lavagem de dinheiro por meio de gestora de fundos ligada ao Banco Master.
Repercussão Legal e Desdobramentos Estratégicos
A defesa de Antônio Carlos Freixo Junior informou que não se manifestará sobre as acusações; o Banco Genial declarou que Humberto Tupinambá cessa suas funções na instituição desde maio de 2026 após destituição disciplinar. A instituição ressaltou que colaborou integralmente com as investigações do GAECO-SP ao fornecer documentos sobre o Fundo Radford e realizar comunicações ao COAF conforme regulamentação vigente.
Especialistas apontam que o desdobramento da O peração Crédito O culto pode desencadear novas diligências policiais em outros estados e intensificar o monitoramento das instituições financeiras envolvidas. O ministro da Fazenda destacou que o caso evidencia fragilidades na supervisão de produtos derivativos e fundos de investimento no Brasil.



