A senadora Tereza Cristina (PP-MS) intensificou as articulações para disputar a presidência do Senado em 2027, buscando apoio entre membros da oposição e do centrão. Ex-ministra da Agricultura no governo de Jair Bolsonaro, ela tem se reunido com integrantes da bancada feminina e afirma priorizar ser a primeira mulher a presidir a Casa.
O movimento ocorre enquanto o atual presidente, Davi Alcolumbre (União-AP), busca a reeleição e recebe senadoras em exercício e recém-eleitas para um café da manhã na residência oficial do Senado. O encontro, organizado pela líder da bancada feminina, Professora Dorinha (União-TO), é visto como uma tentativa de atrair votos que também interessam a Tereza Cristina.
Segundo aliados, a senadora se apresenta como uma 'terceira via' entre Alcolumbre, apoiado por governistas, e Rogério Marinho (PL-RN), da oposição. A aposta é que ela consiga conquistar apoio de partidos do centrão que resistem à candidatura de Marinho, mas não desejam a recondução de Alcolumbre.
Marinho lançou oficialmente sua candidatura e afirma ter ao menos 40 votos, enquanto Alcolumbre diz contar com 48. São necessários 41 votos para ser eleito presidente do Senado, que possui 81 senadores e votação secreta marcada para 1º de fevereiro de 2027.
