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Política

Roberta Luchsinger recebe R$ 6 milhões por intermediar verbas federais ao Maranhão

PorAndre ShaldersVerificadoOrtografia IAPublicado Hoje às 11:07
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Roberta Luchsinger recebe R$ 6 milhões por intermediar verbas federais ao Maranhão
Fatos Rápidos da Notícia
  • Roberta Luchsinger, que se apresentava como sócia do filho do presidente Lula, Fábio Luís Lula da Silva, recebeu pelo menos R$ 5,9 milhões em pagamentos após intermediar a liberação de verbas federais para o Estado do Maranhão
  • O valor referente aos pagamentos ocorreu entre 25 de outubro de 2024 e 10 de janeiro de 2025, período de dois meses e meio
  • A obra prolongamento da Avenida Litorânea, em São Luís (MA), com investimento total de R$ 235 milhões, teve suspeita de superfaturamento na primeira fase apurada pelo TCU em fevereiro de 2025
Resumo Editorial

A lobista Roberta Luchsinger recebeu R$ 5,9 milhões em dois meses e meio para intermediar verbas federais ao Maranhão, beneficiando o governador Carlos Brandão em obras e saúde.

Entre 25 de outubro de 2024 e 10 de janeiro de 2025, a lobista Roberta Luchsinger, que se apresentava como sócia do filho do presidente Lula, Fábio Luís Lula da Silva, recebeu pelo menos R$ 5,9 milhões em pagamentos por intermediar a liberação de verbas federais para o Estado do Maranhão, em troca de favorecimentos na liberação de recursos para o Ministério da Saúde e na liberação da obra do prolongamento da Avenida Litorânea em São Luís.

Contexto Institucional e Histórico da Medida

A apuração realizada pela imprensa nacional, com base em dados de transparência e relatórios técnicos do Tribunal de Contas da União (TCU), revelou que os valores recebidos pela RL Consultoria, pessoa jurídica vinculada à Luchsinger, foram transferidos por diversas entidades, incluindo a EDP Infraestrutura e Pavimentação LTDA e outras empresas ligadas ao empresário Eduardo José Barros Costa, conhecido como 'Eduardo DP', além do pai dela, Roberto Pedro Paulo Luchsinger. O período investigado abrange dois meses e meio, período em que o volume financeiro movimentado supera significativamente os padrões observados em operações semelhantes no governo do Maranhão.

O prolongamento da Avenida Litorânea, obra orçada em R$ 235 milhões e priorizada como principal marco de gestão do governador Carlos Brandão (MDB), entrou na mira das investigações do TCU em fevereiro de 2025, que identificou indícios claros de superfaturamento na primeira fase da execução. A intermediária Luchsinger, por sua vez, atuava diretamente com o executivo estadual para destravar verbas federais em instituições como o Ministério da Saúde, onde as liberações alcançaram valores superiores a centenas de milhões de reais.

Em troca dos pagamentos, Luchsinger beneficiou o governador Carlos Brandão ao intermediar a liberação de recursos para o Ministério da Saúde e para a Casa Civil, além de ter recebido presentes de luxo do então secretário-executivo do ministério, Swedenberger Barbosa, incluindo um relógio Cartier avaliado em R$ 66 mil e um quadro de R$ 82,9 mil.

Ponto de Destaque

Roberta Luchsinger recebeu pelo menos R$ 5,9 milhões em pagamentos em apenas dois meses e meio por intermediar a liberação de verbas federais para o Maranhão.

Repercussão Jurídica e Posicionamentos

A O peração Policial Federal (PF) apurou que Eduardo DP manteve vínculos com o deputado Juscelino Filho (PSDB-MA), ex-ministro das Comunicações, no desvio de verbas federais entre 2023 e 2025, conforme constata relatório técnico da PF divulgado em fevereiro deste ano. Empresas ligadas ao empresário receberam mais de R$ 1 bilhão do governo maranhense nesse período, sendo a Construservice responsável por mais da metade desse montante.

A Justiça Federal já determinou o afastamento de Gilberto Lins da presidência da Emap após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que constatou nepotismo por ele ser casado com uma sobrinha do governador Carlos Brandão. A PF também investiga a conduta de Pablo Pereira Munhoz, identificado como assessor informal do governador e intermediário dos pagamentos para a RL Consultoria.

Atenção / Ponto Crítico
O TCU já sinalizou que pode aplicar sanções administrativas ao governador Carlos Brandão se comprovado superfaturamento na obra da Avenida Litorânea.

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