Entre 1º e 21 de setembro, a vereadora de São Paulo Zoe Martinez (PL-SP), candidata a deputada federal, destinou R$ 48,9 mil ao impulsionamento de publicações anti-Lula nas plataformas Instagram e Facebook, sendo o maior investimento individual registrado na Biblioteca de Anúncios da Meta nesse período, conforme levantamento jornalístico.
Contexto Institucional e Histórico da Campanha Digital
A análise dos dados da Biblioteca de Anúncios da Meta, vinculada ao grupo Meta (dono do Facebook e Instagram), revelou que o gasto com impulsionamento de publicações contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva totalizou R$ 126 mil entre 1º e 21 de setembro, com foco exclusivo em candidaturas políticas e ausência de aporte empresarial significativo, já que apenas 14 dos 52 dias monitorados registraram investimentos de empresas. O investimento diário médio atingiu R$ 34 mil em setembro, evidenciando uma estratégia coordenada de difusão de mensagens contrárias ao petista por parte de candidatos do PL, partido alinhado à base bolsonarista e liderado por Flávio Bolsonaro.
Antecedentes indicam que essa dinâmica reflete uma intensificação da guerra política digital desde o início do ano eleitoral, com o PL assumindo papel central na operação de ataque direto a Lula, enquanto a campanha oficial do PT mantém foco em políticas públicas e desempenho governamental, segundo relatório técnico da agência de notícias responsável pelo levantamento.
O gasto diário médio com impulsionamento anti-Lula chegou a R$ 34 mil em setembro, segundo levantamento baseado em dados da Meta.
Repercussão Jurídica e Estratégica dos Investimentos
A Justiça Eleitoral e órgãos reguladores já sinalizam atenção para a origem e transparência desses gastos, já que a legislação prevê limites de campanha e exigência de prestação de contas; até o momento, não foram identificadas irregularidades formais, mas a procuradoria Regional Eleitoral do TRE-SP deve analisar a origem dos recursos utilizados nesses impulsionamentos.
A estratégia reflete um esforço de mobilização da base eleitoral antes do segundo turno, com foco em deslegitimar Lula perante eleitores indecisos, enquanto candidatos como Filipe Barros (PL-PR) e Alberto Feitosa (PL-PE) utilizam esses recursos para ampliar alcance em áreas estratégicas como Sudeste e Nordeste.



