O advogado Celso Vilardi, reconhecido por representar o ex-presidente da República Jair Bolsonaro, assumiu a defesa dos ex-sócios Marcelo Liranco Arantes, Rogério Vieira e José Maurício Volpato, acusados de fraudar R$ 900 milhões da fintech Naskar Gestão LTDA, enquanto o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) mantém mandado de prisão preventiva contra o comprador Douglas Silva de O liveira Azara, que fugiu para Dubai em 15 de julho após a ordem judicial já estar em vigor.
Contexto Jurídico e O peracional da Defesa e da Investigação
A defesa dos três ex-sócios da Naskar Gestão LTDA foi formalizada pela última semana, com o pedido de habeas corpus protocolado no Superior Tribunal de Justiça (STJ), onde o processo foi distribuído na terça-feira (18/8) e está sob a relatoria do ministro Carlos Pires Brandão da Sexta Turma, cuja data de julgamento ainda não foi divulgada.
O s acusados permanecem presos desde 22 de julho, data da operação da Polícia Civil do Distrito Federal que culminou na apreensão dos valores e na prisão preventiva dos sócios, enquanto o TJMG já havia expedido mandado de prisão contra Douglas Azara em 1º de julho, evidenciando a complexidade das investigações que abrangem desde o desvio de R$ 60 milhões à Zema Financeira até o esquema fraudulento da Naskar.
Mais de 3 mil clientes espalhados pelo Brasil perderam R$ 900 milhões em investimentos fraudados pela Naskar Gestão LTDA.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Futuro
O tribunal mineiro mantém firme o mandado de prisão contra Douglas Azara, que descumpre ordem judicial ao residir em Dubai sem previsão de retorno imediato, enquanto autoridades da Polícia Civil do Distrito Federal e de Minas Gerais continuam as investigações para identificar os oito participantes do esquema, dos quais seis já foram detidos, incluindo namorada e cunhado do fugitivo.
A expectativa institucional é que a decisão do STJ sobre o habeas corpus determine ou reforce a manutenção da prisão dos sócios, enquanto os clientes aguardam há três meses a restituição dos investimentos, com casos extremos como o bancário que aplicou R$ 2,3 milhões e o aposentado que aportou R$ 1 milhão.



