O ativista ambiental colombiano Wilber Honório Muñoz, conhecido como Homem-Peixe ou "Super H", concluiu na sexta-feira (28) a travessia de 24 quilômetros pela Baía do Marajó após intensas buscas com lanchas, jet skis e drone, mas manifestou descontentamento institucional ao relatar que prefeituras, especialmente a de Belém, não ofereceram apoio logístico para levar palestras sobre preservação da Amazônia a escolas durante sua expedição "Amazonas a Pulmão".
Contexto da Expedição e Desafios de Logística
A expedição 'Amazonas a Pulmão', idealizada pelo colombiano Wilber Honório Muñoz para conscientizar sobre a preservação da Amazônia e dos rios, prevê a realização de palestras em escolas ao longo de trajetos aquáticos, utilizando nado como estratégia de engajamento público; durante a travessia pela Baía do Marajó, condicionada por maresia intensa que reduziu a visibilidade, a equipe de apoio perdeu o contato visual com o atleta, acionando buscas coordenadas por drone e embarcações até sua localização próximo à Vila do Conde, em Barcarena.
Nos dias subsequentes à chegada a Belém, Muñoz destacou que sua expectativa era contar com estrutura municipal para facilitar o acesso a escolas e ampliar o alcance da mensagem ambiental, mas enfrentou indiferença ou resistência de gestores públicos, o que limitou significativamente o impacto imediato da jornada e evidenciou fragilidades na articulação entre ativismo ambiental e políticas públicas locais.
Wilber Muñoz afirmou que recursos financeiros não constituem o principal entrave à parceria com prefeituras para divulgação ambiental em escolas.
Repercussão Institucional e Perspectivas Futuras
Em pronunciamento posterior ao episódio na Baía do Marajó, o prefeito de Muaná, Marcos Paulo Barbosa Pantoja, criticou publicamente a expedição sem mencionar apoio institucional prévio à iniciativa de Wilber, gerando reação do ativista que classificou tais declarações como desconexas com a realidade logística e os objetivos humanitários do projeto.
Wilber destacou que busca retomar o diálogo com gestores públicos para formalizar parcerias que viabilizem o acesso a escolas por meio de autorizações municipais, prevendo novas etapas da expedição com foco em diálogo institucional e ampliação da cobertura mediática para fortalecer a agenda ambiental.



