Na noite de 12 de setembro, no Centro de Eventos Jockey Club em Brasília, a ex-primeira-dama e candidata ao Senado pelo Distrito Federal, Michelle Bolsonaro (PL), participou ao lado da governadora eleita Celina Leão (PP) do Juntas Conference 2026, evento religioso voltado ao público feminino que reuniu mulheres de diferentes gerações para momentos de louvor e pregação cristã.
Contexto Institucional e Histórico da Agenda Política
A apuração realizada pela reportagem confirmou a presença de Michelle Bolsonaro em evento evangélico com Celina Leão, onde a candidata do PL entoou cânticos cristãos e tocou pandeiro sob a coordenação da pastora gospel Midian Lima, enquanto o Datafolha registrou intenção de voto de 21% para Bolsonaro contra 18% de Leila de Lima (MDB) no Distrito Federal, colocando-a na liderança da disputa pelo Senado.
Antecedentes indicam que a agenda da candidata coincidiu com declarações públicas sobre a necessidade de dedicar atenção ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar no Jardim Botânico, reforçando o vínculo entre sua trajetória política e responsabilidades familiares declaradas em pronunciamento durante carreata em Ceilândia com Bia Kicis.
Michelle Bolsonaro registra intenção de voto de 21% no Distrito Federal, ultrapassando adversárias como Leila de Lima (18%) e Bia Kicis (15%) na corrida pelo Senado.
Repercussão Jurídica e Estratégica da Agenda Política
A manifestação pública da candidata sobre seu dever de cuidado com Jair Bolsonaro gerou debate sobre compatibilidade entre responsabilidades familiares e mandato parlamentar, com especialistas jurídicos questionando eventuais implicações na agenda oficial do Senado, enquanto Celina Leão reforçou apoio institucional à parceria estratégica entre candidatas do PL e PP no DF.
O desenrolar da campanha deve incluir ajustes na logística de horários para conciliar compromissos com o ex-presidente em prisão domiciliar e atividades oficiais, sinalizando uma nova dinâmica de gestão política para candidatos com demandas pessoais específicas.
O Tribunal Superior Eleitoral mantiene vigilância sobre cumprimento estrito da lei eleitoral, com sanções previstas para desobediência a horários eleitorais.



