Em pronunciamento público divulgado nas redes sociais na última quinta-feira (6/9), o ex-deputado federal Guilherme Mussi, que exerceu três mandatos na Câmara dos Deputados e presidiu o Partido Progressista em São Paulo, formalizou repúdio ao uso de sua imagem em panfletos de campanha do deputado federal Maurício Neves, candidato à reeleição pelo Progressista, distribuídos no município de Capão Bonito, interior de São Paulo.
Contexto Institucional e Histórico da Relação Política
A apuração jornalística constatou que os materiais em questão continham a fotografia de Mussi em conjunto com a candidatura de Maurício Neves à Assembleia Legislativa, espalhados em pontos públicos e domicílios de Capão Bonito, região onde a Santa Casa localiza-se, beneficiada por emenda parlamentar de Mussi no valor de R$ 480 mil destinada à aquisição de tomógrafo.
O s registros indicam que Mussi e Neves mantiveram aliança política até março de 2024, quando romperam definitivamente após a cisão entre a federação estadual da União Brasil e do Progressista, motivada por disputas internas sobre a liderança do bloco parlamentar paulista.
A imagem do ex-deputado foi empregada sem autorização em campanha eleitoral que utiliza sua conquista na saúde pública como argumento de legitimação política
Repercussão O ficiosa e Desdobramentos Imediatos
A Procuradoria-Geral da República e o Tribunal Regional Eleitoral foram acionados com base na Lei nº 9.504/1997, que proíbe a utilização não autorizada de imagem de terceiros em propaganda eleitoral, configurando infração administrativa sujeita a multa e impugnação de candidatura.
Maurício Neves, por sua vez, afirmou à imprensa que está analisando a legitimidade jurídica da situação e deve retirar os materiais até o início da próxima semana, sob risco de sanções por violação à Lei dos Partidos Políticos.



