A fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para os Estados Unidos abriu uma frente de incertezas entre aliados, que tentam entender os próximos passos da família Bolsonaro. Parte da sigla já sinaliza a intenção de buscar maior moderação, enquanto o partido procura se reorganizar para disputar as presidências do Senado e da Câmara dos Deputados.
Correligionários de Flávio aguardam um sinal mais claro sobre como se posicionar, especialmente após a visita do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, ao ex-presidente Jair Bolsonaro em prisão domiciliar. Uma reunião da sigla na próxima semana deve esclarecer melhor o cenário para quem permanece no Brasil.
Valdemar Costa Neto afirmou que é necessário "tocar o partido para frente" e que ninguém aprovou a carta divulgada pelo senador. Uma ala do PL defende um caminho de moderação, distante do teor golpista da carta, para preservar a unidade diante das bancadas recordes.
As incertezas afetam as ambições do senador Rogério Marinho (PL-RN) de assumir a Presidência do Senado. Ele enfrenta concorrência interna de Tereza Cristina (PP-MS) e o atual presidente, Davi Alcolumbre (União-AP), que se movimenta para permanecer no cargo com apoio do centrão e governistas.
Um aliado do senador nos Estados Unidos atribuiu à inteligência artificial a inclusão do termo "presidente eleito" e o uso do antigo brasão em uma versão da carta divulgada por Flávio, explicação questionada nas redes sociais. Internacionalmente, Donald Trump criticou as eleições brasileiras, mas adota cautela e não deve reconhecer Flávio como presidente legítimo.



